domingo, 4 de agosto de 2013

Sobre preguiça, atração e doses de tequila

Às vezes, pra explicar pras pessoas (ou melhor, pra tentar fazer elas pararem de encher o saco) por que eu não invisto naquela mocinha que "combina muito com você e que é super legal (ou seja: feia) e que vocês definitivamente deveriam ficar juntos" eu digo que o meu problema é que eu sou muito preguiçoso para começar relacionamentos e que dependo de um alinhamento de pelo menos umas três galáxias e duas doses de tequila pra conseguir dar em cima de alguém. Mas a verdade não é tão simples assim, como sempre.
A minha (falta de) vontade e empenho pra investir em alguma guria depende muito mais dela do que de mim. Desculpe, mas eu não sou daqueles caras que dá em cima de uma feia as 3 da madrugada só pra não ir pra casa sozinho. Eu tenho critérios. E tenho até um gráfico que ajuda a explicar a situação:

Gráfico feito no paint porque eu sou oldschool e fiquei com preguiça de tentar com muita vontade no excel ou no origin.

Vamos por partes, como diria o nosso amigo Jack: o eixo X representa a atratividade relativa entre mim e a moça em questão: o ponto 0 seria uma situação em que ambos somos igualmente atraentes - ou seja, teríamos a mesma nota; à direita, ela sendo mais atraente que eu e à esquerda, eu sou o bonito da relação. Já o eixo Y é a quantidade de esforço que eu estaria disposto a desprender para que esta relação se desenvolva: se positivo, o esforço é meu. Se negativo, dela.
À esquerda do gráfico existe a Z.N.B., "Zona do Nem Bêbado". Ou seja, a partir daí, não interessa quanto esforço seja desprendido por ela - ou por qualquer outra pessoa interessada na relação - a probabilidade de um resultado positivo nesta relação é muito baixo, tendendo a menos infinito no ponto chamado por mim de R.C., "Regina Casé".
Entre a Z.N.B. e o ponto em que a linha cruza o eixo X, existe uma região em que o sucesso da operação depende muito mais da moça - ou, também, do ambiente e da minha condição alcoólica - do que de mim. Eu não vou investir nenhum esforço para o desenlace, mas também não é uma situação impossível - como eu disse, depende dela. Se ela me convencer - ou o meu nível alcoólico ou de carência estiver alto - temos um sucesso!
Caminhando mais um pouco para a direita, temos a região em que eu estaria disposto a desprender mais ou menos esforço para a relação se concretizar. A quantidade de esforço depende da atratividade relativa da moça, chegando ao máximo quando a senhorita em questão é um pouco mais atraente que eu. A partir deste ponto, eu fico menos disposto a empregar esforços devido à alta falibilidade da situação: se a moça em questão é muito mais bonita que eu, a chance de não dar certo é grande demais para valer o esforço. Aqui sim, pode se chamar de preguiça!
Na extrema direita do gráfico está a Z.M.A.P.M.C., ou "Zona do Muito Areia Pro Meu Caminhãozinho", em que o esforço necessário pra que a relação se concretize começa a ser da moça em questão de novo, uma vez que eu já considero o sucesso improvável, quiçá impossível - sim, uma atitude que muitos chamariam de covarde. Eu chamo de preservação de energia. O ponto mais à direita do gráfico é chamado de S.J., ou "Scarlett Johansson", em homenagem a moça que teria que rastejar para ter uma chance comigo. Principalmente porque iria ser muito difícil pra ela me convencer que ela me quer mesmo e não é uma pegadinha ou coisa do tipo.

Um comentário:

  1. Um post seu pulou no meu Feedly. Meu-Deus. Achei que era meu leitor RSS bugado, mas é um texto novo! Parabéns :)

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