sábado, 27 de março de 2010

Currahee

Quem me conhece, sabe: eu sou fanático por História - e o meu assunto preferido nisso é a Segunda Guerra Mundial, com certeza. E foi essa minha curiosidade que me levou a ver, primeiro, a série (e isso já faz um tempo) e, agora, a ler o livro Band of Brothers - o primeiro, produzido pela HBO e o último, escrito por Stephen E. Ambrose.
Ambos contam a história da Companhia Easy do 506º Regimento de Infantaria Pára-Quedista da 101ª Divisão Aerotransportada do Exército Americano durante a Segunda Guerra Mundial. Os dois começam com o treinamento da companhia no Centro de Instrução Militar de Toccoa e a acompanha até a sua última missão na Guerra, a tomada de Berchtesgarden e de Aldershorst, o Ninho da Águia, uma das moradias preferidas de Hitler - passando pela Normandia no Dia D, Holanda Bastogne (Bélgica), e um campo de concentração na Alemanha.
A série é simplesmente fantástica: ocupa, com certeza, a posição de melhor série que eu já vi até hoje. Tanto que, pela primeira vez na vida, eu achei que, no geral, a série/filme/etc é melhor que o livro em que foi baseada - e isso, acreditem, vindo de mim quer dizer muito.
O que contou para que a série fosse melhor que o livro, em parte, foi o fato que este não foi escrito como um romance ou uma história, se é que me fiz entender. É um livro de História (com agá maiúsculo mesmo), que conta detalhes dos fatos, misturando documentos - quase na totalidade cartas do praça Webster - e depoimentos dos envolvidos - principalmente do Tenente/Capitão/Major Winters (o soldado mais foda que o mundo já conheceu, com toda a certeza).
Devido ao livro ser assim, você perde um pouco da emoção da história e se envolve menos com os personagens dela, o que não acontece com a série, claro. Como se trata de um material audio-visual, é lógico que apele mais para emoções que com a acuracidade com o que de fato aconteceu. Um exemplo disso é a descoberta do campo de concentração, muito explorada na série, enquanto no livro são dedicadas menos de 20 linhas para isso.
É claro que a série tem alguns erros históricos e algumas simplificações, para facilitar o desenrolar da mesma, mas isso de forma alguma chega a compromete-la. Para quem quer saber o que aconteceu de fato com mais precisão, recomendo fortemente o livro, embora a série já tenha uma boa narrativa dos fatos.
E agora a HBO, de novo junto com o Steven Spielberg e o Tom Hanks - produtores de Band of Brothers - lançou uma nova série sobre a Segunda Guerra: The Pacific, que, como o nome já diz, conta a história da guerra no Teatro de Operações do Pacífico. Acredito que essas duas séries vão contar a história da Segunda Guerra de uma maneira definitiva.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sobre homens, mulheres e a caça

Este post é uma resposta a (ou pelo menos foi motivado por) este post aqui, da Aninha. Acho que é melhor ler antes deste.

Antes de falar o que eu tenho que falar, preciso citar as palavras de sabedoria do meu pai, o Grande Seu Agostinho. Disse ele: "mulher não pensa, cisma. E quando cisma com alguma coisa, não há quem tire isto da cabeça dela". Palavras da salvação.
Mulher cisma até quando diz não cismar, até quando diz ser diferente de todas essas mulherzinhas que ficam por aí, cismando. Mulher complica - e se complica - até pra se dizer mais simples que as outras. E, às vezes, perde o essencial quando foca em algo muito particular - ou em comparações não tão boas assim.
E outra: mulher maluca é pleonasmo. É condição sine qua non (sempre quis escrever isso aqui!!) para ganhar os dois X quando vem ao mundo. Mas se não fosse assim, sinceramente, perderia boa parte da graça.

Antes de falar da mulher, vamos tentar mostrar como funciona um homem (não, não desse jeito que vocês estão pensando):
O homem, esse bicho nojento, peludo, fedido e que peida e arrota sem parar é biologicamente capacitado, desde o começo da evolução da espécie, a ser, basicamente, um guerreiro e um caçador: é mais forte que a sua contraparte feminina, corre mais rápido, tem uma visão melhor em profundidade, consegue ficar esperando até a oportunidade certa chegar e, principalmente, consegue ficar quieto por bastante tempo - condição, creio eu, que foi decisiva para os homens, e não as mulheres, serem escolhidos para serem os caçadores das tribos.
E, por serem os caçadores, os homens estão acostumados - e creio, com o passar do tempo começaram a gostar - de sempre espreitar a presa, analisar os seus hábitos, avaliar as suas chances e, então, partir para o ataque: tomar a iniciativa da coisa. E, então, vem a emoção da caçada, a adrenalina no máximo, a necessidade de ter que contornar toda dificuldade que a presa tenta trazer para o caçador. É obrigação dela tentar dificultar a caçada e obrigação dele superar essas dificuldades.
Talvez seja por isso que os homens têm aquela preferência inegável pelas coisas mais difíceis. O que é muito fácil perde logo a graça.

E, antes de tudo, tenho que dizer, claramente: não, não temos - tirando as exceções de praxe, claro. E acredito que vocês nem estariam interessadas nelas - nenhum problema com mulheres bem resolvidas, que sabem o que querem e tudo mais. Até, sinceramente, gostamos disso: cu doce demais enche o saco. O problema, mulheres, é que nós precisamos da emoção da caçada. E isso é sempre, não só no começo de um relacionamento.
Vocês tomarem a iniciativa é legal, sim; mas de vez em quando! Desculpa o que pode parecer machismo, mas nós somos homens, machos, precisamos pelo menos fingir - e, principalmente, acreditar - que temos o comando da situação, que tomamos a iniciativa; a gente precisa ser aquele que te joga na parede, não o contrário! O que não quer dizer que queremos mulheres submissas!
A gente reclama dos joguinhos que vocês - ou pelo menos a maioria de vocês - fazem porque é chato, sim. A gente reclama que mulheres são confusas porque isso é ruim, claro! Mas no fundo - ou nem tão no fundo assim - nós sabemos que precisamos disso, que se não fosse assim, perderíamos logo o interesse. Essa dificuldade toda no processo valoriza o resultado.

Nós não gostamos dos seus joguinhos, das suas confusões, das suas loucuras e das dificuldades que vocês colocam pra gente. Mas a gente precisa delas, porque a gente precisa daquela emoção da caçada em quase todos os momentos das nossas vidas.

terça-feira, 16 de março de 2010

Análise de Alma VI: Insatisfação

O ano letivo começou - infelizmente, porque eu gosto tanto daquele lugar quando tá vazio - e todos os dias, pelo menos até sair a nota da primeira prova - eu vejo cenas que seriam bonitas se não fossem tristes: aquele bando de calouro, deslumbrado com a faculdade nova, achando que a maior realização da vida deles foi ter passado no vestibular; que eles já fizeram a parte deles e que agora é - quase - tudo lucro. Assim como quando eu vejo alguma formatura, com todo mundo feliz da vida achando que cumpriu a sua função no mundo. É nessas horas que eu percebo o quanto eu sou chato - ou, pelo menos, como eu nunca fico satisfeito comigo mesmo.
Eu sou terrivelmente exigente, isso é fato. Mas quem reclama que eu cobro muito das pessoas deveria ver o quanto eu cobro de mim mesmo: acho que, se fosse outra pessoa que tivesse o mesmo nível de cobrança comigo que eu tenho (ficou confuso isso!!), eu já teria mandado a pessoa tomar no cu catar coquinho na ladeira.
Ou talvez até exigência ou cobrança não sejam exatamente os termos certos. O mais certo seria dizer que eu estou sempre insatisfeito com o que eu consegui fazer: eu estou sempre pensando no próximo passo, no que eu tenho que fazer logo após eu terminar o que eu to fazendo e no quanto isso vai ser difícil. E eu, sinceramente, não sei se isso é bom ou se é ruim.
Por exemplo, quando eu me formei eu era um dos poucos - ou o único - que não estava com aquele pensamento, na festa, de que "a gente mereceu tudo isso". Pra mim era mais um "não fez mais que a tua obrigação, piá de merda". Eu tava feliz, claro, mas não tinha aquele deslumbramento de que eu tivesse feito algo digno de nota, como se fosse quase impossível o que eu fiz. Até quando eu recebia os parabéns eu ficava meio sem jeito; talvez eu me sentisse melhor se alguém desse um tapa nas minhas costas e falasse algo como "boa, piá! E agora?" Até agora, nem terminei o mestrado e já tô pensando no que eu vou fazer no doutorado e além.
E talvez isso tudo se reflita aqui no blog, de certa forma. Eu sou tão exigente comigo mesmo que apago milhares de vezes uma postagem por completo porque não senti que ela tava legal; ou até acabo postando, principalmente quanto estou há tempos sem postar nada, mas, na verdade, eu fico achando que o texto tava uma merda. Eu até evito ao máximo revisar os posts antes de postar, porque eu sei que eu não vou gostar do que tá escrito e vou apagar tudo - mas eu sei que isso não justifica os erros (alguns feios) que tem por aqui; por eles, peço desculpas eternas e peço que me avisem quando encontrar algum.
O fato é que eu sou exigente demais comigo e, por melhor que seja alguma coisa que eu acabe fazendo, eu sempre vou estar achando que podia ser melhor. Mas eu sinceramente não sei até que ponto isso é bom ou ruim.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Top 5 Músicas Crássicas

Existem músicas que você nunca ouve normalmente - em casa, no carro ou qualquer coisa do tipo - mas que todo mundo sabe ela (quase) inteira. E são essas músicas que nunca podem faltar em festas. Algumas músicas, cada uma com o seu momento, interpretação e clima,  eu considero que, se não toca em uma casamento/formatura/baile qualquer, esta festa perde boa parte do seu valor e importância. Vamos a elas.


05 - Não Quero Dinheiro, Só Quero Amar - Tim Maia
Se tem um indivíduo no mundo que fica parado quando toca essa música, eu nunca vi. Todo mundo pula, bate no peito dizendo que só quer amor, não quer dinheiro nenhum, essas coisas. E a letra da música é fácil (como a maioria das do Tim Maia), então todo mundo sabe ela de cor. Se você tá sozinho a muito tempo, então, que você canta com aqueeeela emoção toda. Coisa linda de ver.

04 - Fogo e Paixão - Wando
Um clássico da música brasileira, de um dos maiores poetas que já nasceram no Brasil! Essa música é aquela que você olha nos olhos da menina que você quer conquistar, declama essa pérola e, ao final, chama de princesa. É certeza que funciona! Se não funcionar, é porque aquela maldita é uma vaca insensível que não sabe o que é romantismo.

03 - Sandra Rosa Madalena - Sidney Magal
É a hora de mostrar todo o seu mojo, sua malemolência e a sua ginga. Puxe a mulher mais próxima de você, faça a sua cara de amante latino de radionovela e abuse dos movimentos bruscos enquanto dança. Com certeza vai fazer sucesso e, se a tua parceira te acompanhar a contento, vai abrir aquela rodinha para que todos no lugar possam ver vocês dançando.

02 - Boate Azul - Qualquer dupla sertaneja já tocou essa merda
A emoção à flor da pele. Com isso pode se resumir tudo o que significa essa grande música. Tudo o que você precisa fazer é abraçar todos os amigos bêbados que conseguir e deixar a emoção fluir. Cante gritando, bata no peito e, se não conseguir segurar as lágrimas, deixe que elas rolem pelo seu rosto: não é vergonha alguma!

01 - Robocop Gay - Mamonas Assassinas
Essa é a música em que todo machão libera a Butterfly que existe dentro dele! Aquele bando de homem larga as suas namoradas e começam a se agarrar, e a rebolar e a interpretar a música. Pior para aquele que é considerado um "Moreno simpático" pela horda. Esse vai sofrer! E se você souber os backing vocals, melhor ainda!