quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Análise de Alma IV: Ridículo

Oswaldo Montenegro, antes da música O Chato, no album (ia falar CD, mas naquela época não tinha essas coisas) ao vivo de 1988 diz que, além do já famoso Pecado Original, temos um Ridículo Original. Como ele mesmo disse, "aquela cara de quem vai tropeçar na frente da namorada". Tenho que concordar com ele e não posso esconder que eu tenho este lado patético meio acentuado. Sou daquelas pessoas que faz humor involuntário - e isso não é sempre bom, mas também não é tão ruim assim.
Eu sou aquele cara que vai fazer todo mundo rir sem querer e nas horas mais impróprias. Seja por um tropeço, um gesto ou uma palavra dita na hora errada, eu vou fazer com que as atenções de todo mundo sejam atraídas pra mim e isso vai ser engraçado. Costumo dizer, ás vezes, que eu sou o alívio cômico do mundo: aquele personagem que sempre faz alguma cagada e faz rir não por ser engraçado, mas por ser ridículo.
Mas não tem situação que esse meu lado ridículo se manifeste mais do que quando eu preciso impressionar alguém. Eu vou tropeçar, vou falar merda, vou derrubar e quebrar as coisas, eu perco a fala... E isso ou vai acabar com qualquer chance que eu tivesse ou vai ser bom, ajudando a quebrar o gelo e fazendo com que a guria ria da minha cara. De qualquer forma, ajuda a resolver a situação, para o bem ou para o mal.
E o pior de tudo é que eu não posso fazer nada pra mudar isso. Mas, de qualquer forma, ser ridículo assim já me ajudou em muitas coisas; e me prejudicou em outras tantas. Mas tá bom assim mesmo.

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