terça-feira, 30 de junho de 2009

Recados da Paróquia

Bom, gente. O Blog andou meio parado neste último mês devido a uma série de fatores, cuja maioria já está resolvido ou será resolvido em breve. Um deles, por exemplo, é eu ter me viciado em Battlestar Galactica e não ter conseguido fazer outra coisa até terminar a série. Agora que acabou, me sinto quase um órfão: preciso de outra série pra me viciar.

Eu, assistindo BSG sem parar.

Outros motivos giram sobre a minha estadia aqui em São Carlos, que, aliás, está acabando. Então eu to correndo o máximo que eu posso aqui pra acabar tudo de uma vez e não me sobra tempo. Por outro lado, eu estava sem motivação nenhuma pra postar e eu precisava de algumas coisas que estão em Curitiba. Portanto, isso vai acabar logo. E eu vou voltar a postar.


Quando este sofrimento vai acabar?

Agora, às novidades: Eu criei um novo blog, voltando às origens deste aqui. Ele se chama Espelho Quebrado - é, igual à categoria de posts daqui, que, aliás, eu apaguei e transferi tudo pra lá - e o link pra ele está ali do lado. Agora existem dois blogs que esta pessoa que vos fala escreve: este aqui, sobre tudo o que me dá na telha de escrever, e o Espelho Quebrado, que, como disse a Aninha, é mais mimimi, mais de dentro pra fora.
E por último mas não menos importante, estou pensando em mudar o nome deste blog aqui. Acho que Mapas do Acaso não se encaixa mais direito ao que eu quero pra ele. Então, qualquer sujestão, por favor, mande pelos comentários.
E se preparem que eu estou cheio de ideias, só falta executá-las.

sábado, 27 de junho de 2009

Banzo

Dizem que Casa não é exatamente onde você mora, o lugar, a construção, e sim um estado de espírito. Que, se você está bem consigo mesmo, não importa onde esteja, este lugar sempre será a sua casa. Tenho que discordar disso, em partes pelo menos: Casa, pra mim, é também o lugar - país, cidade, bairro, casa ou, sei lá, quarto - em que você tem aquilo que precisa pra se sentir bem consigo mesmo; o lugar onde você possa se sentir em casa.
Sinceramente, acho que encontrei este lugar. E talvez só tenha percebido quando deixei ele - só por um tempo, felizmente. Não que onde eu esteja agora seja o pior lugar do mundo ou, sequer, pior do que lá - todos os dois tem defeitos graves e pontos positivos distintos - mas o fato é que aqui eu não me sinto em casa.
Apesar de ter conhecido muita gente interessante, muita gente que agora gosto muito, aqui não é o meu lugar. Não é aqui que eu conseguiria viver a minha vida. E tudo gira em torno, principalmente, das pessoas que eu conheço lá: posso dizer que nunca vou ter amigos como tenho, esperando por mim, na minha casa. Difícil encontrar almas em sintonia tão fina com a minha - talvez até tenha encontrado algumas perdidas por aqui, que me deixariam feliz se estivessem lá, na minha casa. E até já tenho alguns nomes que poderiam trocar de lugar com eles.
O fato é que eu amo aquela cidade - e quem ama, não dá importância aos defeitos. É lá que eu me sinto bem. Eu adoro aquele céu cinza, aquele frio congelante - do clima e das gentes. Eu não consigo viver muito tempo longe, não sem doer o meu peito como se esmagado pelo pé de um ser humano por um peso insuportável. Eu amo as pessoas que vivem comigo lá, que estão sempre ao alcance das minhas mãos sempre que eu precisar.
E agora eu estou voltando. Não via a hora.


PS: Claro que existem aquelas pessoas que escolheram (de uma forma ou de outra) viver longe de lá. Mas se tratam de casos especiais. São aquele tipo de amigo que me faz feliz, me faz melhor, me dá força só de saber que eles existem. Por mais que cada um deles viva a milhares de quilômetros me mim, saber que eles existem já me traz alívio a alma.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sobre discussões, polêmicas e divergências

Eu sempre gostei de participar de discussões intermináveis - geralmente feitas na madrugada e/ou em bares - sobre quaisquer assuntos, especialmente os mais polêmicos. Tenho uma certa sorte por sempre ter a minha volta pessoas com as quais eu posso discutir tudo - de ciência a religião, de futebol a política - e que, felizmente, têm opiniões distintas da minha. Sinto um especial prazer em discutir sobre algum assunto que eu tenha opinião formada - o que não quer dizer, claro, estática e imutável - com alguém que tenha uma opinião radicalmente oposta à minha e que saiba argumentar a favor dela, e não simplesmente ataque a minha opinião - ou, pior ainda, ataque a minha pessoa em vez de discutir argumentos.
Como quem acompanha o blog deve ter percebido, quase todos os posts mais recentes de opinião sobre política e/ou ideologia que eu posto aqui, acaba saindo uma discussão um tanto acalorada nos comentários entre eu e o Balão, um estudantes de história da UFSC. Temos um amigo em comum - que é da minha cidade e estuda com ele - que, aliás, apresentou lhe apresentou o blog, justamente porque eu queria mesmo que houvesse uma discussão nos comentários. Não sabia eu que tão ferrenha, digamos assim. Mas, sinceramente, acho até melhor assim: discutir muito superficialmente não tem a mínima graça. Quanto mais dedo em riste e socos na mesa, melhor - desde que não passe disso, claro.
Temos visões de mundo opostas na maioria dos pontos: direita versus esquerda; reaça versus comuna. Visões que, na minha opinião - eu sempre tendo a acreditar que as pessoas são boas e que querem o melhor pra todo mundo até que elas me provem o contrário, o que talvez seja ingenuidade da minha parte -, no nosso caso, teriam o mesmo fim: um mundo melhor e mais justo. No que a gente difere, e muito, é o caminho que cada um acha o certo pra chegar lá. Talvez um dos dois esteja enganado, talvez nenhum. O mais provável, aliás, é que os dois estejam parcialmente enganados - o ideal seria um caminho do meio, com características dos dois lados, vai saber! Mas, no momento pelo menos, eu acredito em tudo aquilo que escrevi aqui. Se alguém me convencer do contrário, vou começar a escrever o oposto - mas sem apagar o que já foi dito.
Aliás, eu não me considero um reaça. Costumo brincar, dizendo que o sou, porque eu acredito em algumas coisas que certas pessoas julgam reacionárias - o que eu acho que não são. Não saio defendendo valores do passado, como se os bons tempos sejam aqueles que já passaram: acredito que o mundo está melhor do que antes e vai melhorar, aos poucos, cada vez mais. Acho até que por eu trabalhar com ciência é que eu não combino com reacionarismo (está certo isso?). Não se pode ser reacionário se você busca descobrir coisas novas. Sou direitista, sim. Mas não reacionário. E estou aberto a discussões sobre tudo isso. Tentem me convencer do contrário - mas já aviso, de antemão, que sou teimoso pra burro!
Como eu disse no começo deste texto, eu adoro discussões. E quanto mais polêmicas, melhor. Mas sempre evito deixar o assunto discutido e fazer ataques pessoais, como acredito que fiz nesse caso, com o Balão. E como reconheço que ele fez: atacou as minhas ideias, o meu texto - jamais a mim. Não tenho problema nenhum em conviver com pessoas com ideologia como a dele - aliás, tenho grandes amigos com ideias parecidas. Algumas vezes considerei bobagem o que ele disse e deixei claro - como espero que ele faça. Não concordo com a maioria das coisas que ele fala, mas (CLICHÊ ALERT!!!) defendo o direito dele falar - o que não quer dizer que não vou tentar convencê-lo do contrário.
Agora, respondendo diretamente ao Balão, não é uma questão pessoal e eu nunca quis nem tentei levar para este lado. Aliás, como você disse no seu último comentário, se você acabar criando um blog próprio, terá um comentarista frequente - mas já aviso que com comentários nos mesmos moldes que os teus aqui, ou seja, contestando o que eu achar que devo - e colocarei o link aqui do lado com prazer.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Brasil Imperial - Por que não?

Eu costumo dizer, em algumas ocasiões, que, se tudo acontecesse como eu quero, se tudo fosse como no mundo perfeito da minha imaginação, tudo estaria bem melhor e com bem pouco esforço de cada um. Um desses casos, o mais simples até, me ocorre sempre que eu almoço em algum shopping ou coisa que o valha: eu sempre levo a bandeja que eu usei pro lixo, apesar de quase todas as pessoas que estão comigo falarem que isso tira o emprego da mulher que pega as bandejas da mesa e leva pro lixo, etc e tal.
Mas, no meu mundo perfeito, tudo isso seguiria uma cadeia de acontecimentos que levaria a uma melhoria na vida de todo mundo: todo mundo deixaria de ser preguiçoso e levaria a bandeja até o lixo, separando muito bem o reciclável do não-reciclável, o que faria que o restaurante/shopping/whatever demitisse a - então - coitada da tia que faz isso. Devido ao fato de ter menos funcionários, o custo do restaurante diminuiria, o que levaria a uma diminuição do preço da comida. E com uma comida mais barata, nós, cabeçudos que não sabemos cozinhar e temos que comer fora todos os dias para sustentar as nossas silhuetas em forma - redondo é uma forma, ok? - iríamos economizar uma boa grana que, pessoas consumistas e a favor do sistema que somos, gastaríamos para comprar, por exemplo, um Iphone ou um videogame qualquer.
E é aí que entra a grande reviravolta do meu mundo perfeito! Lembram-se da coitada da Tia que limpava as bandejas e ficou sem emprego? Pois então, agora está lá, com um emprego melhor ainda devido a movimentação da economia causada por este simples ato de deixar de ser vagabundo e porco e levar a sua bandejinha e separar o lixo como uma pessoa civilizada com polegar opositor e encéfalo desenvolvido qualquer. Tudo isso funciona muito bem no meu mundo imaginário e só não funciona direito no mundo real por que as pessoas tem preguiça de carregar um pedaço de plástico por uns 20 metros até a lixeira. Mas tudo bem, nem sempre se pode ter tudo.

Mas por que eu estou falando sobre isso? Então, dei uma volta enorme dessas só pra falar de um assunto que me foi devolvido ao meu Mundo Perfeito por causa daquela tragédia do vôo 447 da Air France. Você sabe, todo mundo sabe o que aconteceu: o avião estava lá, viajando para a França todo lindo, serelepe e lotado quando uma nuvem malvada soltou um raio em cima dele, ou o controlador de velocidade feio parou de funcionar e ele foi ao chão. Ou melhor, ao mar. Coisa triste. Morreu muita gente razoavelmente importante: donos de empresas, executivos de alto escalão de multinacionais, etc. Mas um dos mortos foi dos que mais chamaram a atenção: o Príncipe do Brasil, Pedro Luís de Orleans, quarto da suposta linha sucessória do Império do Brasil. E, esses dias, quando minha irmã me perguntou sobre esta suposta linha de sucessão, foi que o assunto da Família Imperial do Brasil voltou à minha cabeça e eu resolvi que deveria escrever sobre isso.
Vamos lá: no meu Mundo Perfeito o Brasil seria uma Monarquia Parlamentarista. Eu sei que a ideia soa meio absurda nos dias de hoje, já que a República foi proclamada há 120 anos e a maioria dos países do mundo não tem mais reis, rainhas, príncipes e coisa e tal. Mas não faz muito tempo, em 1993, o Brasil teve a chance de voltar a ser um Império, como foi até 1889. Eu lembro vagamente - era uma pequena criança com 7 anos na época - de ter ido com o meu pai até a urna, para escolher entre Monarquia ou República e Presidencialismo ou Parlamentarismo. A Monarquia teve mais de 6 milhões de votos (cerca de 7% do total) e o Parlamentarismo, uns 16,5 milhões (18%, mais ou menos). Ah, se tudo fosse como o meu Mundo Perfeito.

Mas por quê, fio?
Eu definitivamente preciso de mais objetividade aqui no blog. Dei uma volta enorme e ainda não cheguei ao ponto que queria. Mas vamos a ele. Em partes, como preferia o nosso amigo Jack:
Por que Parlamentarismo? É simples. Todos os países desenvolvidos - exceção feita aos EUA - são parlamentaristas. E o são porque é a melhor opção, desde que se tenha um parlamento sério e instituições decentes, o que, infelizmente, não é exatamente o nosso caso. Parlamentarismo é um sistema de governo mais ágil, mais dinâmico. Apesar de não se votar diretamente em quem vai mandar no país (o Primeiro-Ministro), o povo escolhe o parlamento e, a maioria deste escolhe o Chefe de Governo. Se o cidadão fizer alguma cagada meio feia, vai pra fita na hora - não precisa de novas eleições - e um novo Primeiro-Ministro é eleito. Se o sujeito faz um bom trabalho, fica lá enquanto for bom nisso, o que pode durar vários anos (por exemplo, Margaret Thatcher ficou 11 anos no poder, na Inglaterra).
Por exemplo, no caso do mensalão - se é que existiria um caso assim num governo parlamentarista - o então Primeiro-Ministro Luís Inácio Lula da Silva iria pra vala na mesma hora, uma vez que a pressão contra o caso seria maior do que de fato foi, no mundo real. Num modelo de governo parlamentarista, o menor dos escândalos de corrupção é capaz de fazer o chefe de governo ser demitido na hora. E assim iria, até que fosse eleito um Premier decente.
E então, por que Monarquia, Gustavo? Porque o Primeiro-Ministro é só o Chefe de Governo, e não o Chefe de Estado. Ele "só" manda na bagaça, mas quem representa o galinheiro é o Presidente ou o Imperador/Rei/Príncipe. E, falando francamente, estamos, atualmente, muito mal representados. Temos um presidente que bate no peito, com orgulho, por não ter estudado ou que vai até a Turquia e confunte turcos com libaneses e diz que, no Brasil, turco tem fama de pão-duro - só pra citar dois exemplos. E, com uma monarquia parlamentarista, em vez de um cerumano como o nosso Apedeuta, teríamos alguém que foi educado e treinado a vida inteira para representar o país! E olha só que sorte a nossa: já temos até uma Família Imperial, que, desde a Proclamação da República segue as suas tradições para, um dia, se for preciso, voltar a reinar.
E agora você, pequeno gafanhoto, diria "mas seu cabeção, o Brasil teria que custear todos os gastos de uma família imperial! Seria muito dinheiro pra sustentar essa gente!" e eu respondo: sim, pequeno cabeçudinho. O Brasil até teria que sustentar a família imperial - que até hoje viveu muito bem sem precisar da gente. Mas o país já tem que sustentar toda a família do Presidente, com todos os seus gastos e cartões corporativos na nossa conta. Acabaria ficando na mesma. E, além do mais, o custo da família imperial era cerca de metade do salário do primeiro presidente da república - que só fez subir desde então.
E então, em vez do Príncipe Apedeutkoba de Banânia, teríamos o Imperador D. Luís Gastão de Orléans e Bragança do Brasil.

(Para saber mais sobre isso - já que tudo o que eu fiz foi expor a minha humilde opinião sobre o assunto -, basta procurar na Wikipedia mesmo sobre o período da monarquia no Brasil e sobre a Família Imperial Brasileira. Também existem alguns blogs bons sobre o assunto. Recomendo este aqui e principalmente o post de 5 de Fevereiro de 2008)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Oh, Cride! Fala pra mãe...

Pra começar o assunto, da Wikipedia: "O Teatro Mágico é um grupo musical brasileiro formado em 2003 na cidade de Osasco, São Paulo. O TM é um projeto que reúne elementos do circo, do teatro, da poesia, da música, da literatura e do cancioneiro popular tornando possível a junção de diferentes segmentos artísticos num mesmo espetáculo."
Ok, eu gosto d'O Teatro Mágico, das músicas deles. O show, então, é ótimo... até que o Fernando Anitelli resolvia abrir a boca e falar contra a "mídia", o mainstream, que seja. Eu lembro que o primeiro show que eu fui, o vocalista da banda incitou a platéia a xingar a resvista Veja, que tinha feito uma crítica sobre a banda (ou trupe, como ele gosta de chamar), que eles não gostaram. Quando o púplico rompeu em berros de "Ei, Veja! Vai tomar no cu!", eu, chocado - e meio enojado, até - vi a satisfação por trás da maquiagem de palhaço do Anitelli: ele tinha cumprido o que queria, bater no peito e dizer que não precisa da "mídia", da grande imprensa.
Eis que a banda lança o segundo CD, Segundo Ato. E, nele, existe uma música chamada Xanéu N 5 - que eu sempre pulo quando escuto o CD, aliás - em que este discurso contra a mídia, mainstream, whatever mira a televisão. Tem até um trecho da música em que uma pessoa qualquer fala, com barulhos de fundo, como se ele estivessa dando uma entrevista no meio da rua: "Pô tô cansado de toda essa merda que eles mostram na televisão todo dia mano, não aguento mais, é foda!" (sic). Justamente quando O Teatro Mágico começa a aparecer com mais frequência na TV.
Mas não era sobre O Teatro Mágico que eu queria escrever - embora a inspiração tenha vindo desta música. Era sobre TV mesmo. Ou melhor, sobre as pessoas que reclamam dos programas de televisão mas não a desligam. Aquelas pessoas que falam mal de tudo o que passa na televisão mas assistem, vidradas, por horas a fio todos os dias. 
Eu não sou o maior fã de televisão, não. Costumo dizer que TV, na minha casa, só serve pra ligar o videogame ou o DVD. De vez em quando, pra ver esportes ou algum programa muito bom. Mas também não tenho problema algum em ligar a TV de vez em quando pra relaxar, pra desligar um pouco o cérebro e me divertir sem usar ele. Porque, na minha opinião, é pra isso que a TV serve: diversão. Se você quer aumentar a sua cultura, vai ler um livro, por exemplo. Deixa a TV pra quando você não quiser pensar.
Eu não nego que a qualidade dos programas da televisão brasileira está sofrível. Claro que sim: basta assistir 5 minutos de Zorra Total ou qualquer programa de domingo à tarde. Mas isso só reflete a "qualidade" cultural do povo brasileiro. Estes programas só existem porque tem quem assista, porque tem quem goste deles. Se todo mundo desligasse a tv durante estes programas, ninguém iria anunciar neles e o programa acabaria. Só não acaba, porque tem gente - e muita - que gosta.
Portanto, a TV brasileira só vai melhorar quando o povo quiser coisas melhores, quando o humor apelativo Zorra Total não fizer mais sucesso. Não vai adiantar em nada tentar impor programas melhores na TV, tentando melhorar o telespectador. Aí, sim, ele desliga a TV e vai fazer qualquer outra coisa. O que se poderia fazer era o contrário: melhorar o telespectador para, então, melhorar a TV - embora eu não ache que seja uma boa. Como eu já disse, TV é diversão. Quer cultura, leia um livro, por exemplo.
Mas o pior de tudo, pra mim, é quem critica a TV só pra parecer intelectual, culto ou seja lá o que for. Parece que está na moda jogar pedras no que essas pessoas chamam de "mídia" ou "grande mídia": e, nesses casos, sempre sobra pra Globo e (fugindo um pouco do assunto) pra Veja - como no caso citado lá na introdução. Parece que, pra você ser aceito como pessoa culta, tem que desprezar tudo o que tem uma grande influência, tudo o que chega a um grande número de pessoas.
E é muito fácil falar da TV na frente dos outros e, em casa, assistir tudo aquilo que diz desprezar. Ou, como no caso d'O Teatro Mágico, xingar a TV enquanto aparece nela pra ganhar dinheiro.