quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Brilho de Mil Sóis

Se somarmos o arsenal atômico de todos os países, chegaremos a um número de bombas capazes de destruir o mundo inteiro algumas vezes. No auge da Guerra Fria, o número de vezes que este planetinha viraria pó era de 150, mas ocorreu uma desnuclearização no mundo inteiro e esse potencial diminuiu bastante - mais ainda é suficiente pra nos levar à extinção. Basta que algum maluco mal-intencionado ou alguém estúpido o suficiente (ou ambos) aperte o primeiro botão vermelho que geraria uma reação em cadeia em escala mundial e nós poderíamos dar adeus a este monte de rocha que gira ao redor de uma pequena estrela amarela no lado sem graça do universo.
E agora, ao que tudo indica, já temos o primeiro maluco e/ou idiota para nos fazer esse favor. Como sabemos, a Coreia do Norte realizou esses dias o seu segundo teste nuclear, que gerou uma reação de repúdio global - até da sua aliada, a China. Reação esta que só fez o governo norte-coreano aumentar ainda mais o tom das suas ameaças. A Coreia do Norte tem foguetes capazes de evar uma bomba atômica até alvos na Coreia do Sul, Japão (ambos aliados dos EUA) e até no Alaska. 
E, caso o Chico César coreano resolva detonar uma bomba em algum desses lugares, muito provavelmente vai receber algumas em resposta. Se os EUA, então, jogarem uma bomba na Coreia do Norte, há a possibilidade da China ou da Rússia responderem. E daí pra frente é uma reação em cadeia e ninguém sabe onde pode parar.
Outra possibilidade é o Irã (governado por outro maluco e/ou idiota suficiente pra isso) conseguir, como querem há tempos, desenvolver uma bomba e atirá-la no seu alvo preferido: Israel. E aí repete-se tudo o que foi dito acima. Um ataca o outro, que ataca o um de volta, que faz com que um terceiro não goste da ideia e resolva atacar também e no fim ninguém sabe por que tá lançando bombas mas está lá, num frenesi (nunca pensei que iria usar essa palavra em um texto), numa catarse frenética e destruidora que nos levará à extinção. Ou quase. E, pois, devemos estar preparados para tentar sobreviver, caso alguém, por falta do que fazer, resolva jogar uma dessas aqui.

"Estrela que caiu do céu sobre a terra" (Apocalipse, 8:10)
Aqui no Brasil, nesses casos, podemos dizer que temos sorte. Só vai sobrar uma bomba atômica pra cá quando o mundo já estiver um caos, quando todo mundo que tem uma bomba dessas jogar em todo mundo que também tem. Aí é que vão se lembrar da gente - se ainda tiver gente pra lembrar. Portanto, assim que começar a chover ogivas nucleares pelo mundo, comece a se preparar! Ache um porão, um abrigo improvisado ou qualquer lugar que fique sob o solo. Se possível, longe da civilização - ninguém vai jogar uma bomba no mato. Guarde nele comida e água suficientes para, pelo menos, 3 dias - se possível, mais de uma semana. Isole o lugar, usando fita adesiva ou plástico preto: cada fresta de portas e janelas deve ser tapada. Tenha sempre uma geladeira antiga - de preferencia, revestida de chumbo - por perto: você nunca sabe quando vai precisar de uma.
Assim que acontecer a explosão da bomba - que será facilmente notada pelo clarão que ela produz - esconda-se no seu abrigo. Não olhe, de jeito nenhum para a explosão - você não vai querer ficar cego justamente numa hora dessas! Caso não seja possível, esconda-se em qualquer lugar abaixo do solo: metrô, porão, esgoto ou até mesmo um buraco no chão, fundo o suficiente. Mas seja rápido, que o espaço entre a explosão e as ondas de choque é curtíssimo: cerca de 3 segundos. Se isso não for possível, faça como o velho Indy fez: entre na sua geladeira e sobreviva, mesmo sendo arremessado por alguns quilômetros. Se proteja dos ventos fortes causados pela explosão e dos objetos que vão estar voando para todos os lados.
Espere uns dois minutos nesse abrigo improvisado, o tempo suficiente para que as ondas de choque passem por você. Quando tudo estiver mais calmo, corra! Corra como se o diabo, o Cramunhão, o Coisa-ruim em pessoa estivesse atrás de você! Vá o mais rápido que você puder para o seu abrigo e chegando lá tire todas as suas roupas (uhul!), porque elas estarão contaminadas. Improvisse uma descontaminação - rápida! Tudo tem que ser feito o mais rápido possível numa situação dessas! - usando água, sabão e, se tiver por perto, uma vassoura ou qualquer outra coisa pra se esfregar. 

"E houve relâmpagos, estrondos, trovões, um tremor de terra e uma tempestade de granizo" (Apocalipse, 11:19)
Mesmo depois de sobreviver à explosão da bomba, ainda há muito o que se preocupar: durante cerca de três dias irá cair sobre a região a chamada Chuva Radioativa. Fique no abrigo que você preparou, evite ao máximo sair ou sequer abrir portas ou janelas, porque tudo lá fora vai estar contaminado. Caso você tenha se preparado de verdade para isso, você terá roupas antirradiação - que podem ser compradas nas melhores lojas do ramo - e poderá sair. Mas, mesmo assim, só saia se for estritamente necessário! E jamais beba a água ou coma qualquer coisa que esteja no exterior do seu abrigo se não quiser ter uma morte lenta e dolorosa.

"Ele é que há-de governar todas as nações com cetro de ferro." (Apocalipse, 12:5)
Após a explosão e ter se protegido da chuva radioativa, não há muito o que possa ser feito, a não ser esperar por alguma ação governamental ou algo que assuma esta posição. Caso ainda exista um governo estabelecido, este deve estar distribuindo comida e água não contaminadas a todos os sobreviventes da tragédia e também pílulas de Iodeto de Potássio, que ajudam a evitar o aparecimento de câncer de tireoide. Entre em contato com familiares ou amigos que moram em outras cidades, porque você vai precisar de um lugar para morar. Junte tudo o que te sobrou - o que não será difícil, já que não deve ter sobrado muita coisa - e saia o mais rápido possível da região atingida.


PS: só por curiosidade, resolvi usar o Ground Zero para prever os danos causados por uma bomba de 21kt (igual a que atingiu Nagasaki) em Curitiba. Se o alvo fosse o Centro Politécnico da UFPR - um grande centro de alta tecnologia reconhecido internacionalmente -, eu provavelmente sobreviveria se estivesse na minha casa.
A conclusão que podemos chegar? Preciso trabalhar menos!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Coreia do Norte: O Louco e a Bomba

Uma das coisas que eu acho meio absurdas - e que, de certa forma refletem o modo de pensar do brasileiro - são os sites de notícias, como o globo.com, darem mais destaque a assuntos irrelevantes - bobos, até - em vez de dar destaque ao que importa realmente.
No caso de hoje, eu sofri pra achar notícias sobre o teste nuclear que a Coreia do Norte realizou (já entro no assunto, depois dessa introdução) porque o site dá um maior destaque à "arte" que abelhas fazem com ajuda de moldes ou para um divã de couro para o seu cachorrinho. Lamentável.

Mas chego no assunto que eu queria tratar aqui. Eu realmente fiquei assustado quando a apresentadora do Jornal da Globo, com uma voz mais séria e com um silêncio ao fundo maior que o habitual, falou que a Coreia do Norte tinha realizado um teste de uma bomba nuclear. Assim, sem maiores informações - era apenas uma chamada da notícia que, obviamente, iria ao ar no fim do jornal. Abro correndo os meus sites de notícia preferidos e - com uma certa dificuldade inicial explicada anteriormente - leio tudo o que foi publicado sobre o fato. Vamos lá.
A Coreia do Norte, desrespeitando tratados que tinha assinado com alguns países (como Rússia, China, Japão, EUA) fez o seu segundo teste nuclear. O outro foi a 4 anos e gerou a busca de acordos desses países com a Coreia do Norte. Segundo os sites de notícia, o país tem tecnologia suficiente para jogar essas bombas - com capacidade para destruir uma cidade -, atualmente, no Japão e na Coreia do Norte e quase consegue chegar até o Havaí. E, dizem os especialistas, do Havaí pros EUA propriamente ditos, é um pulo. E isso me deixou mais assustado que a voz séria da apresentadora do Jornal da Globo.
Tudo bem, eu sei que o poderio das bombas atômicas que existem no mundo é tal que elas podem destruir o mundo inteiro um quintilhão de vezes antes que eu consiga falar "indubtavelmente" três vezes bem rápido sem gagejar. Mas, querendo ou não, a maioria delas estão em poder de governos razoavelmente lúcidos, que não teriam coragem de apertar o botão vermelho (eu sempre imagino o "gatilho" dessas bombas com um botão vermelho dentro de uma proteção de vidro). Os menos lúcidos que têm eram até agora a Índia e o Paquistão que, acho eu, nunca usariam um contra o outro porque a briga deles é pela Caxemira - e nenhum país em sã consciência detonaria uma bomba atômica em um território que pretende ocupar.
Mas agora o caso é diferente. A Coreia do Norte é um país miserável, governado por um louco homicida. A economia do país só sobrevive por causa da ajuda internacional - que foi ameaçada de interrupção justamente devido à pretenção nuclear de Pyongyang. E agora, este maluco que governa o país testa uma bomba atômica como quem diz "se vocês não me ajudarem, olha só o que eu jogo em vocês". É mais ou menos aquela história do "Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando. Mas eu estou pedindo" - quer dizer que, se eu não fizer o que você tá pedindo, vai roubar e matar?
Mas fugi do tema, como sempre. Volto: agora o mundo tem um maluco homicida com uma bomba atômica. E, dizem, que o Irã - outro país comandado por um maluco, desta vez fundamentalista - pode estar fazendo a sua também. E nada impede que eles a usem, o Irã contra Israel e a Coreia do Norte contra a Coreia do Sul ou o Japão - todos eles aliados e "protegidos" dos EUA. E daí pra uma Guerra Nuclear é rapidinho.
O que a gente pode esperar é que alguém - EUA, Europa, ONU (duvido), ou o próprio povo da Coreia do Norte (duvido mais ainda) - consiga parar esse maluco. Esse e todos os que têm as mesmas pretenções dele. Porque senão a coisa começa a ficar cada vez mais perigosa pra todo mundo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Réplica e a Tréplica

Recebi uns comentários no post anterior que eu acho que fazem necessário que eu responda, explicando-me onde talvez não tenha sido claro e expondo o meu ponto de vista sobre algumas das coisas que ele falou. Vou respondendo conforme as questões aparecem. Em vermelho, o comentário dele. Em azul, eu.

Primeiro, a questão do mochilão eu acho bastante interessante, entendo que você queira viajar com certo conforto e não o condeno por isso, porém o fato de existirem mochileiros é pela experiência e o aprendizado que pode-se ter vivenciando diversas culturas na pele. Isso, sem comprá-la em uma loja ou vivenciá-la num lugar virtual como hotel ou restaurante. Porém, apesar de pensar assim, concordo que exista certo modismo de se fazer estas viagens pelo simples fato de um dia Che Guevara ter feito o mesmo, mas ainda assim não condeno estas pessoas.
Eu acho que não é preciso jogar uma mochila nas costas e sair por aí pedindo carona e dormir em albergues para vivenciar "diversas culturas na pele". Não entendo a necessidade de se evitar um hotel para isto, se, na minha opinião, você não vivencia uma cultura enquanto dorme. Acredito, também, que não há o que se aprender quando se priva deliberadamente de algum conforto ou item que você julga necessário - sabendo que quando voltar para casa, terá tudo isso de novo - exceto, talvez, que se aprendar a dar valor àquilo que tem. Mas para isso, um blackout é mais fácil e, talvez, mais didático ainda.

Segundo, quanto a questão das fotografias da miséria. Concordo que existe um abuso da imagem da pobreza e não vou repetir argumentos que você usou no texto, mas existem trabalhos sérios de fotógrafos que trabalham com a questão da miséria e da fome por um propósito maior. Eles têm um objetivo, o de chamar atenção para estas pessoas que sofrem em inúmeros lugares do mundo, muitos sem comida, lugar para morar, sem as condições mínimas de subsistência. Só para citar um fotografo que faça o que eu estou defendendo, procure por Sebastião Salgado. Se você realmente não é “insensível a pobreza” deveria entender que para se sensibilizar com a pobreza deve-se primeiro conhecê-la.
Eu não disse que não exista boa intenção por trás disso tudo. Só disse que os resultados que surtem são mínimos - exceto para o fotógrafo, que alcança fama e dinheiro. Ele pode muito bem estar fazendo isto com a intenção de melhorar a vida das pessoas que está fotografando, mas a única vida que consegue melhorar, geralmente, é a própria. Outra coisa, é possível conhecer a pobreza simplesmente botando o pé pra fora de casa. Aliás, acho mais importante se preocupar com os problemas do seu bairro, cidade, país do que problemas distantes. Problemas que, aliás, são bem mais difícies de resolver. Eu acredito que se cada um procurasse resolver os seus problemas e os que estão a sua volta - e não tentar abraçar o mundo e resolver todos os males da humanidade - o mundo já estaria bem melhor.

Próximo ponto, este bem rápido, Reinaldo Azevedo não é nome para tratar disso tudo. O cara defende o direito de se ter preconceitos, além de inúmeras outras coisas as quais são absurdas.
Eu acompanho o blog do Reinaldo Azevedo há pelo menos 3 anos e nunca vi qualquer defesa ao "direito de se ter preconceitos" nos textos dele. Me mostre um - só um - texto em que ele defende isso. E não vale trechos, porque é muito fácil mudar o sentido de uma frase simplesmente tirando-a do se contexto.

Falta de capitalismo na América-Latina, isto é balela. O capitalismo teve sua primeira fase no Mercantilismo, onde o acumulo de riquezas se deva pela troca de mercadorias, ou seja, o comércio. Assim países europeus saíram mundo a fora para buscar mercados consumidores e produtos para vender. Aqui no Brasil, você deve saber disto, portugueses exploraram nossas riquezas e nada investiram em nosso país. Esta exploração foi feita com mão-de-obra escrava em um primeiro momento e depois através de mãos de trabalhadores. Nesse momento o capitalismo não estava instalado no Brasil e em quase lugar nenhum da América Latina, porém eram explorados com o objetivo de acumulo de capital, explorados pelo capitalismo em seu formato mercantil. Eu poderia continuar o resgate histórico, mas acho que não é o objetivo. 
O capitalismo existe na América Latina, ainda com seu papel de países subdesenvolvidos, onde não muda muito para a questão das colônias, pois em geral produz-se aqui a matéria-prima para outros países. A dinâmica continua muito parecida, a riqueza aqui produzida pouco reverte-se para os latino americanos, ela em geral vai para multi-nacionais que levam esta riqueza para investimentos para outros locais.
(...)
Pra não me alongar muito na questão do capitalismo, te faço uma pergunta, o que você entende por capitalismo em sua plenitude?
Quando você disse que, quando o Brasil (e a América Latina) era colônia, não existia capitalismo por aqui. E agora você diz que pouca coisa mudou, que podemos continuar a nos considerar colônias... Entendeu onde eu quero chegar?

Não se trata de quem não esta na miséria deva se sentir culpado pela pobreza, seja ela no local que for, mas apenas como você mesmo sitou, se sensibilize com estas questões e faça alguma coisa para mudar este sistema cruel, onde poucos têm muito e muitos tem pouco. Sabe quantos brasileiros tem acesso ao ensino superior? Um pouco mais de 3%. Você acha isto justo?
Você sabe o que aconteceria se uma maior parte dos brasileiros tivessem curso universitário? Teríamos lixeiros, garis, vendedores, empregados domésticos (não querendo desmerecer estas profissões) com diploma universitário. Uma universalização da universidade (gostei disso!) não geraria igualdade nenhuma. Aliás, só pra tomar um exemplo, na Alemanha - famosa pelas políticas de bem-estar social - esta porcentagem é menor ainda, cerca de 2,6%.

Depois disso, você falou na questão do mérito de sua família te dar melhores condições e as contrapôs as cotas. Porém, se fosse uma questão de mérito (falo aqui do vestibular) todos sairiam de condições iguais e teria o direito a vaga aquele que a conquistasse por seu mérito. Mas como pode alguém que tem condições melhores de estudo e vida competir com outra pessoa que saiu de uma família onde o pai trabalha na fábrica e a mãe é doméstica? Descabido é você dizer “quero que eles tenham as mesmas oportunidades que eu” e achar que passar no vestibular (entre outras coisas) é apenas uma questão de mérito.
Apesar de ser injusto, o vestibular ainda é, infelizmente, o modo mais justo de se determinar quem vai entrar ou não numa universidade. É possível (embora mais difícil) para alguém egresso de escolas públicas conseguir entrar em uma boa universidade, em um bom curso. E não são raros os casos. Agora, dizer que as cotas tornam o vestibular mais justo é ignorância ou mau-caratismo. Não se pode tentar tornar as coisas mais justas através de injustiças, você não pode tornar as coisas iguais através de desigualdades.

”Não posso concordar que o povo-símbolo do lugar que eu vivo seja miserável (...) Quero que a nossa imagem seja o que de melhor existe aqui: nossas praias, florestas, rios, montanhas e belezas que não existem em nenhum outro lugar do mundo.” Quanto a este parágrafo, pois se você quer que não seja assim, faça alguma coisa para isso mudar e não tente camuflar com modelos de sociedade. A pobreza aqui existe e pode ser que no Brasil o nativo não seja a maioria (pois a maioria morreu), mas em muitos países, como a Bolívia, este povo é grande maioria e são eles que impõem a grande parte dos trabalhadores. Este teu discurso de querer que o país tenha a imagem de um povo que dá certo, é o mesmo discurso da Ditadura, pense nisso!
Qual o problema de eu querer que a imagem que o meu país tenha não seja a de um povo derrotado, miserável e ignorante?  Se esse é o discurso da Ditadura, então é um dos poucos (talvez único) pontos em que ela acertou. E eu não concordo, em absoluto, com os métodos da ditadura - de qualquer ditadura, da brasileira, do nazismo, do fascismo, da ditadura dos irmãos Fidel, da chinesa ou da ditadura (sim!) do Chavez. Nenhuma delas tem um pingo da minha simpatia.

Quanto a “se orgulhar de seus erros”, não entendi. Me mostre onde isto acontece? Quem se orgulha de sermos uma nação subdesenvolvida, explorada, com grande disparidade social?
Não precisa ir muito longe, não. Basta mostrar o orgulho em que militantes da esquerda em geral olham o "povo sofrido"do nordeste. E do orgulho que o nosso (infelizmente) presidente tem de não ter estudo, por exemplo. E não me venha dizer que ele não teve oportunidade. Ele não teve quando criança, quando estava na idade escolar, infelizemente. Mas teve - e muita - enquanto era um candidato profissional à presidência. E nada fez.

Bom, não é tudo, mas pelo menos por enquanto é isso. Tenho consciência de que não é o suficiente para você entender o outro lado da história, mas qualquer coisa eu gosto de um debate. 
Como "não é o suficiente pra você entender o outro lado da história"? Eu entendo. E não concordo com ele. Simples assim.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

América Latina: Mochila e Culpa

Esses dias, conversando com a Raquel, ela - devido a fatores que não me cabe aqui falar - tocou no assunto de mochileiros da América Latina. Tenho que admitir que eu não entendi de imediato o que ela queria falar com isso e falei que achava legal sair por aí viajando, conhecer lugares legais e que a América Latina tem muitos lugares muito interessantes, bonitos e que eu queria conhecer. Na verdade, eu disse, que o que eu queria fazer era mais ou menos como um tio meu fez: comprou um motorhome e foi até o sul do Chile, passando por várias cidades do sul do Brasil, da Argentina e do próprio Chile. Mas que eu queria ir além disso, conhecer vários outros lugares mais ao norte e, lógico, queria um motorhome mais equipado tecnologicamente (e nerdicamente) falando: precisaria de, pelo menos, vários gadgets e - o mais importante - acesso à internet. 
Mas então ela me explicou exatamente que estava falando era daqueles mochileiros à Che Guevara, diários da motocicleta e coisa e tal. Aquela coisa de viajar de pau-de-arara (ou os seus análogos latinos), dormir ao relento, usar roupas de tocador de flauta peruano e tirar fotos de criancinhas pobres bolivianas, monumentos de homenagem ao Che e tudo o que demonstre uma pobreza - tanto econômica quanto idológica. Tudo isso pra depois colocar as fotos no orkut e mostrar pra galera, como se em vez de um país, tivesse visitado um zoológico.
E tive que concordar que isto não era algo que eu queria para a minha vida, que achava errado e, pra mim, parecia uma certa exploração da miséria alheia. E tão útil - e bem menos bonito - quanto os protestos do PETA, em que mulheres tiram a roupa contra os maus-tratos aos animais. E quando eu digo útil, é no sentido de uma falta de propósito, de desnecessariedade (acho que acabei de criar um neologismo) do ato em si - no exemplo, os protestos do PETA, ninguém presta atenção no que elas estão querendo dizer.
Mas volto ao assunto: não estou aqui dizendo que sou insensível à pobreza que existe na América Latina (e no mundo todo) e que deveríamos escondê-la, evitá-la ou ignorá-la; acho que é importante que a gente saiba que isto existe e a sua extensão, para justamente tentar fazer com que deixe de existir - ou, pelo menos, minimizá-la ao máximo. Mas mesmo assim - e talvez por isso mesmo - eu sou contra esta exposição sem sentido que este tipo de mochileiro (e, neste caso, também incluo aqui aqueles fotógrafos que viajam o mundo inteiro tirando fotos de pessoas pobres) faz desta pobreza, da miséria e da dificuldade que esta gente passa. Parecem estar sempre a tentar nos passar que aquilo que estão vendo é tudo culpa do capitalismo-selvagem e da sociedade judaico-cristã-ocidental-branca-de-olhos-azuis.
E não é! Neste ponto, concordo com o Reinaldo Azevedo, que sempre diz que a culpa da miséria de certos lugares não é do capitalismo, como insistem em dizer, e sim da falta de capitalismo. Estes lugares estão assim devido justamente ao fato que o capitalismo não chegou lá em sua plenitude. E grande parte da culpa disso é dos heróis desses mesmos mochileiros: Che Guevara, Fidel, Chavez, Morales, Lula e tantos outros. E tudo porque esta gente precisa de um povo na miséria e que os que não estão nela se sintam culpados. Isso explica porque este tipo de esquerda só existe em países pobres.
Mas eu me recuso a me sentir culpado pela miséria desta gente. Não é porque eu - devido a inúmeros fatores, seja porque os meus pais (e os pais deles, e por aí vai...) trabalharam e ganharam dinheiro suficiente para poder me dar boas condições, seja porque eu me virei e consegui ter uma vida melhor - tenho melhores condições que eles, quer dizer que eu tirei o dinheiro ou a oportunidade deles. Me recuso a me sentir culpado, mas não quero que isto continue assim: quero que eles tenham as mesmas oportunidades que eu, sem nenhuma compensação descabida para qualquer um dos lados - como cotas ou coisa que o valha.
E também me recuso a aceitar que estas pessoas que são o verdadeiro povo latino americado, que são eles que carregam a verdadeira cultura e imagem da América Latina. Não são! Não posso concordar que o povo-símbolo do lugar que eu vivo seja miserável, sem oportunidades e sem condições de melhorar de situação. Eu quero que a imagem do Brasil, da América Latina, do mundo, seja a de um povo que dá certo, de pessoas que conseguem ir para frente, fazer o melhor. Quero que a nossa imagem seja o que de melhor existe aqui: nossas praias, florestas, rios, montanhas e belezas que não existem em nenhum outro lugar do mundo. Nossas cidades, São Paulo, Curitiba, Buenos Aires, Brasília, Santiago, e muitas outras, com suas singulariedades, imperfeições e, claro,  o que elas têm de melhor. De nossa cultura: grandes civilizações existiram por estas bandas da América Latina e, no Brasil, a cultura de várias raças, credos e origens que se misturou como em nenhum outro lugar do mundo.
Como em qualquer lugar do mundo, aqui tem coisas boas e ruins. Mas enquanto os outros tentam valorizar as boas, por aqui parece que o que vale mesmo é o que a gente tem de pior, de mais miserável. Parece que, por aqui, quem conseguiu dar certo, quem conseguiu uma boa condição de vida tem que pedir desculpas por isso. 
Este canto do mundo é o único que parece se orgulhar dos seus erros e não dos seus acertos.

sábado, 9 de maio de 2009

Top 10 Internacional, parte II

05 - Natalie Portman

Vai dizer que não é a israelita mais linda que você já viu na vida? Além de ser linda - como não esquecer dela como Padmé, com aquela roupa branca (pausa para ficar olhando pro nada com cara de bobo...) ou em A Outra (inveja do Eric Bana), ela ainda é foda! Ela fez psicologia em Harvard(!!) e fala inglês, hebraico, alemão e francês (ela falando francês deve ser lindo). O único defeito dela é insistir em ficar com o cabelo curto, o que estraga um pouco.




04 - Scarlett Johansson


A Rainha do Mojo! Ela talvez não seja tão bonita quanto as outras presentes nesse top 10 mas, inegavelmente, ela é uma das mais atraentes. Ela conseguiria deixar qualquer homem babando por ela com um simples olhar - todo filme que ela faz, ela consegue acabar com a vida dos personagens masculinos mais próximos. Como esquecer a cena, em Ele Não Está Tão Afim de Você (quem não viu, recomendo!), em que ela pula pelada na piscina?




03 - Elisha Cuthbert

A filha do Jack Bauer. E, por isso, serei mais respeitoso do que planejava. Mas posso dizer que ela subiu várias posições nesse top 10 porque recentemente eu assisti - de novo - o filme Show de Vizinha. E ela está simplesmente sensacional nesse filme. A cena em que ela chega na casa dos dois outros piás, toda molhadinha (uhul!!) é simplesmente demais. Meu coração deve ter parado de bater durante aquela cena.




02 - Megan Fox


Como muito bem definiu um amigo meu, "a Megan Fox tem uma cara de piranha... mas uma piranha com que eu me casava na hora!" Ela é absurdamente linda, absolutamente foda! Desde que a vi em Transformers - naquela cena em que ela vai ver o motor do BubbleBee, principalmente -, eu (e 99% dos homens do mundo) se apaixonou instantaneamente. Ela é uma mulher que eu apresentava pra mamãe na hora e casava no dia seguinte. Fácil assim.




01 - Kate Beckinsale


A grande campeã do meu Top 10. Ela é linda demais, de um jeito quase irreal. E, sem dúvida, fez alguns filmes que a ajudaram a alcançar esta primeira posição: os dois primeiros Anjos da Noite, em que ela aparece com uma roupa de couro embalada a vácuo durante o filme inteiro - e foi muito mal substituída nesse último -, Van Helsing, que, do mesmo jeito que Anjos da Noite, ela aparece com uma roupa apertada - mas dessa vez eu achei ainda melhor -, e, por último mas, pra mim, mais importante, Click! Sim, aquele filme do Adam Sandler. Ela está simplesmente maravilhosa nesse filme, principalmente a parte em que ela aparece fantasiada de Pocahontas (ou algo parecido). Se eu já tinha uma séria queda por ela, quando assisti esse filme, me apaixonei de vez!


Menção Honrosa: Andrea Corr

Ela é linda, canta muito bem e tem um jeitinho todo perfeito, que dá vontade de pegar ela pra cuidar pra que ninguém machuque ela. Não sei, ela me faz ter uma vontade de proteger ela de tudo de ruim. Mas, infelizmente, só podiam ter 10 nessa lista (e eu já extrapolei e coloquei duas empatadas no décimo lugar). Então, pra que ela não fique triste, achando que eu esqueci, aqui está ela. Andrea Corr. 

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Top 10 Internacional, parte I

Como diria Oswaldo Montenegro, "que me perdoe a mulher que amo", mas ela não é a única que me deixa bobo só de olhá-la, ela não é a única que eu acho linda. Mas as outras estão tão inatingíveis que ela não precisa ter qualquer medo ou sentir ciúmes.

Esta lista está em constantes mudanças, porque eu sou meio volúvel demais. Mas, neste exato momento, estas são as mulheres estrangeiras famosas que mais me fazem babar por elas. Eis as Top 6 a 10, a primeira parte desta lista.


06 - Anne Hathaway

Bom, ela foi talvez o único motivo de eu ter aguentado ver o filme O Diabo Veste Prada - e eu fui praticamente obrigado a ir no cinema aquela vez. Enquanto eu não entendia nada direito do filme, pelo menos pude ficar babando por ela. E depois, em Agente 86, eu fiquei na dúvida se babava por ela ou prestava atenção no filme - acabei não fazendo nenhum dos dois direito. Ela é linda, embora talvez tenha a boca um pouco grande demais (mas como eu disse aqui, este defeitinho pode deixar ela ainda mais bonita), mas nem por isso deixa de ter esta honrada posição neste top 10.



07 - Olivia Wilde

Aaah, a 13th de House. Nas primeiras temporadas da série eu era apaixonado pela Dra. Cameron e fiquei triste - temporariamente - quando ela saiu da equipe. Mas ela foi substituída por uma doutora ainda mais linda que ela. Dá até vontade de ficar doente só pra ser atendido pela Dra. Thirteen.


08 - Olivia Munn

A musa nerd! Ela joga videogame - apresenta um programa sobre videogames, inclusive-, faz cosplay de Chun Li, usa o biquini dourado da Princesa Leia. É a mulher quase perfeita, que não vai reclamar de você ter um videogame em casa e talvez até goste disso. Minha mente vai longe sempre que existem as palavras "Olivia Munn" e "Wii" na mesma frase.



09 - Kristen Bell

Ela é toda nhui, dá vontade de pegar no colo e levar pra casa pra cuidar dela pra sempre. Pelo menos, até ver ela em Heroes, matando as pessoas com raios e coisa e tal. Mas ela fazendo esse biquinho aí da foto me faz esquecer disso. Vai dizer que não dá vontade de fazer tudo o que ela pedir se ela fizer beicinho?





10 - Michelle Tratchenberg e Zooey Deschanel

Eu tive que deixar as duas empatadas na posição 10, não conseguiria me desfazer assim tão fácil de uma delas. As duas são meio "estranhinhas" se você for analisar friamente, mas ambas tem alguma coisa que deixa elas muito bonitas. A Michelle - a irmã da Buffy, lembram? - em EuroTrip e a Zooey no Guia do Mochileiro das Galáxias mostram exatamente o que eu quis dizer aí em cima: estranhinhas, mas apaixonantes. Não sei explicar.