terça-feira, 28 de abril de 2009

Eles Estão Chegando! Parte III - O Contra-Ataque


O mundo inteiro está sendo atacado por ETs, que já dominam quase todo o território global, exceto por alguns lugares onde há uma resistência. O tempo está passando e cada minuto que passa torna a extinção da raça humana mais próxima. É a hora da virada da maré!
Todos os alienígenas têm pontos fracos, que devem ser usados contra eles. Isso é fato: até mesmo o Predador foi derrotado! Por isso, prepare o seu grupo de resistência, pegue a sua toalha, junte todas as armas que você tem por perto e ataque! Chegou a hora do tudo ou nada - ou a sobrevivência, ou a extinção!

As Armas

O importante é saber escolher as suas armas. E para isso, deve-se seguir o que está na parte anterior deste manual: se você encontrar um ET morto, descubra por que ele morreu! E use isto contra eles!
Alguns ETs tem baixa resistência a algumas coisas comuns no planeta terra (o que, vamos ser sinceros, só mostra que eles não são tão inteligentes assim. Eu nunca iria para um planeta onde chovesse ácido sulfúrico, por exemplo). Existem aliens que são vulneráveis a água. Outros, a alguns sons irritantes. Alguns, podem ser atacados com materias secantes (cloreto de cálcio, por exemplo). O resto, meu filho, tem que ser na bala mesmo! Mas vamos começar dos mais fáceis aos mais difíceis.
ETs vulneráveis a água: Esse é fácil - e talvez nem seja preciso que haja uma resistência - uma hora eles vão se tocar que aqui CHOVE ÁGUA e vão embora o mais rápido possível. Mas, caso eles queiram MESMO ficar por aqui, é a hora de pegar os baldes, mangueiras, copos e todo e qualquer objeto que possa guardar água e atacar! Neste caso não é possível fazer emboscadas ao ar livre - os ETs não vão sair dos seus veículos pra não ter que se molhar. Então o ideal é esperar dentro de casas para, assim que eles chegarem, fazer uma guerra de balões de água contra eles, sempre agindo o mais rápido possível.
ETs vulneráveis a sons: para estes casos, basta um carro de som tocando uma música irritante, que irá fazer a cabeça dos ETs explodir como mágica. Ou então torcer para que eles ataquem Salvador durante o carnaval ou algum carnaval fora de época - o que significa o ano inteiro.

Vulneráveis a materiais secantes: Existem dois casos. O primeiro é de ETs parecidos com lesmas ou sapos - que precisam que a pele fique úmida o tempo todo - em que basta resgatar a criança que mora dentro de você e atacá-los com sal ou outra substância que retire a água da pele dos bastardos. No segundo caso, trata-se de parasitas, que atacam o cérebro das pessoas, transformando-as em primos próximos dos zumbis com o único objetivo de passar o parasita adiante. Nestes casos, é preciso atacar a pessoa infectada utilizando materiais secantes, que devem ser injetados no corpo do coitado. Uma caneta BIC cheia de CaCl enfiada no olho do indivíduo é um bom começo!!



Para os outros casos, o negócio vai ter que ser na bala, na machesa! Junte todo o tipo de arma que existe perto de você e utilize táticas de guerrilha! Ataque em grupos pequenos, utilizando-se de emboscadas. Roube toda e qualquer arma que os ets mortos estiverem carregando. Use a sua toalha! Cubra-se de lama, evitando a visão de calor do alienígena! E ataque! Ataque sempre, nunca desista - a sua outra opção é a extinção.
O que pode acontecer, também, é que os ETs morram de gripe - ou qualquer outra virose que eles não estão acostumados. Mas nestes casos, você não precisaria ter lido até aqui. Basta se esconder e esperar que eles morram como moscas.



Dicas importantes 

Chapéus de alumínio não evitam a os poderes mentais dos ETs e só servem para que você passe vergonha. A única coisa que funciona contra este tipo de ET é uma bala no cérebro - deles, lógico! E uma boa dica é pensar em coisas simples enquanto mira a sua arma, como contar ou fazer contas.
Nunca atire em uma nave ou veículo alienígena: eles, com certeza, têm campos de força e o tiro só vai servir para mostrar ao fiidaputa onde você está. Espere o ET sair do veículo para então matá-lo com uma arma de longo alcance. Ou então, se possível, seja capturado e plante granadas dentro da nava dos ETs - só garanta que você vai ter tempo de correr antes que o troço exploda!!
Durma em turnos e de dia. ETs sempre atacam de noite, talvez devido a alguma vantagem evolutiva que eles tenham sobre nós, como uma visão noturna melhor, ou uma desvantagem durante o dia: vai saber se o nosso sol não é nocivo a eles?
Desde já, procure melhorar os seus poderes de Hacker: você, como bom nerd, provavelmente vai precisar instalar um vírus na nave-mãe alienígena, fazendo com que os campos de força das naves invasoras sejam desligados.
Esteja sempre cuidando de alguma criança: filho, sobrinho, irmão, não importa! Estudos estatísticos mostram que adultos acompanhados de crianças têm uma chance 74,62% maior de sobrevivência.
E o mais importante, não esqueça: nunca fique longe da sua toalha!!

Parte I - Invasão e Fuga
Parte II - Sobrevivendo e Resistindo

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Eles Estão Chegando! Parte II - Sobrevivendo e Resistindo

Recapitulando: Ocorreu uma invasão alienígena massiva, os aliens estão destruindo todas as cidades e matando ou, para os que tiveram menos sorte, sequestrando todos os humanos. Você fugiu da cidade onde se encontrava, em uma moto ou bicicleta, carregando nada mais do que alguns itens indispensáveis para a sua sobrevivência (relembrando: nunca esqueça a sua toalha!). Os ETs estão se espalhando pela Terra e praticamente não há mais lugar seguro. O que fazer? Basta seguir algumas regras simples e as suas chances de sobreviver passarão de nulas a desprezíveis. 
O ideal nesses casos, para o bem da raça humana, é permanecer sozinho ou em grupos pequenos - cinco pessoas no máximo! Assim é mais fácil se esconder e, caso isso venha a falhar, o número de pessoas mortas ou sequestradas é pequeno. Ruim para quem foi capturado, bom para a sobrevivência da raça humana. É bom evitar se esconder em porões junto com pessoas com cara de maníacas, porque estes tendem a tentar (e te arrastar para) um confronto suicida com os alienígenas que estiverem por perto. O momento agora é de se esconder, conseguir reorganizar o que sobrou da humanidade após o primeiro ataque e preparar um contra-ataque, mas sem precipitação.
Esta é a hora em que você e o seu grupo têm que ficar invisíveis. Se os aliens te encontrarem, você - se tiver sorte - vai ser transformado em uma nuvem de gás carbônico, monóxido de carbono, oxigênio, nitrogênio e outros gases. Uma boa precaução para estes casos é cobrir-se de lama ou algo que impeça o calor do seu corpo de sair, afinal alguns alienígenas têm visão de calor. Converse o mínimo possível com os seus companheiros. Estejam sempre vigilantes e durmam em turnos: o descanso nessa hora é fundamental, mas não se deve descuidar. Ao menor sinal de extraterrestres, corra por sua vida. Procure, sem ser visto, descobrir o máximo possível sobre os invasores: seus pontos fortes e fracos, como se comunicam, como enxergam, se têm audição, do que se alimentam e, principalmente, a que eles são vulneráveis.


O exército definitivamente não sabe como agir em casos de invasão alienígena.

Num primeiro momento, quanto mais longe das forças armadas, que vão estar tentando rechaçar a invasão, você estiver, melhor. Não tente bancar o herói e ajudar o seu país a expulsar estes bastardos alienígenas do seu país é a pior tolice que você pode cometer neste momento. Os alienígenas provavelmente estarão tentando destruir as defesas da Terra, atacando as forças armadas dos países invadidos. O exército provavelmente não sabe como combatê-los e os soldados estão morrendo como moscas e um civil junto a eles só vai fazer tudo ficar ainda pior. Por mais que você tenha treinamentos com armas, é melhor ficar longe. Você, por enquanto, só quer sobreviver. Destruí-los vai ter que esperar.
Se, por acaso, você encontrar um ET morto, procure descobrir o que causou a morte do bastardo. Se encontrar sinais de perfurações a bala, ótimo. Significa que as armas humanas convencionais funcionam contra eles. Procure entender um pouco da anatomia deles, se eles são humanóides ou não, e tente descobrir onde fica o centro nervoso deles, se é que existe. Num confronto, é bom saber onde um tiro causaria o maior dano ao alien. Mas não demore muito com o corpo - ETs têm uma péssima mania de se fingir de morto para atacar humanos desprevinidos. Se ouvir um som agudo e irritante quando estiver próximo do alien, não apenas cubra as suas orelhas e grite coisas como "Ah, Deus!" ou "Que som horrível é esse?". Saia de perto o mais rápido possível: o alien está vivo e tentando atordoar as vítimas dele antes do ataque. Outra coisa: fique em constante movimentação, nunca permaneça um dia inteiro no mesmo lugar.

Aproveite uma oportunidade como esta!

Um lugar que sempre é seguro nessas ocasiões são as bases secretas do exército, como uma área 51 da vida. Nesses lugares são onde os governos do mundo inteiro escondem os ETs capturados - se não me engano, no Brasil esconderam o ET de Varginha em um laboratório secreto da UNICAMP - e, portanto, são lugares bem guardados pelos Homens de Preto, que sabem como se defender contra aliens. É desses lugares, então, que partirá o principal contra-ataque terráqueo contra os invasores - e o com maior chance de vitória.

E agora, que você já encontrou o quartel-general da resistência humana, começa a parte mais difícil na guerra contra os aliens: o contra-ataque. Muitos irão perder a vida para resgatar o planeta das mãos imundas dos alienígenas, mas é um sacrifício necessário - e que nunca será esquecido.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Eles Estão Chegando! Parte I - Invasão e Fuga

No dia 14 de outubro do ano passado, uma boa parte da humanidade teve uma grande decepção: os ETs, que, segundo a canalizadora (?) australiana Blossom Goodchild, deveriam, enfim, fazer contato com os humanos, não vieram. Decepção para os que acreditaram na história e decepção para os, e me incluo nesse caso, que não acreditaram mas que torciam para que fosse verdade. Mas talvez tenha sido melhor pra gente. Aquele papo deles de que "nós não viemos para dominar", "nós viemos para ajudar o seu mundo" e que "é por amor que viemos" soava um pouco estranho pra mim, mais ou menos como se alguém, apontando uma arma para a sua cabeça, te dissesse que estava fazendo aquilo por amor. Esses ETs, muito preocupados com o fato de estarmos destruindo o nosso planeta, viriam para nos ajudar. Sinal de que a Terra seria, por algum motivo, importante pra vida deles - seja porque eles precisam, de alguma forma, da gente, seja porque a Terra está incluída no plano de dominação universal da Federação da Luz.

Olha a Federação da Luz aí, gente!!

Já se passaram mais de seis meses (caralho! Passou rápido) desde o dia em que faríamos contato e até agora, nada. O que será que aconteceu? Seria Blossom Goodchild uma menina má (desculpem a piadinha cretina) que tirou uma com a nossa cara porque queria os seus 15 minutos de fama? Terá sido tudo um trote de uns alienígenas sacanas? Será que o pedágio da via expressa intergalática não aceitava amor como pagamento? Ou esta história inteira terá sido um estratagema dos ETs, simulando uma visita para ver como nós nos prepararíamos e, então, planejar a real invasão alien na Terra? Se esta última alternativa for a correta, o melhor é que estejamos preparados para enfrentá-los! E, baseado em inúmeros livros de ficção científica e filmes de extraterrestres, podemos compilar os dados em um manual de sobrevivência a ETs.

Bom, antes e acima de tudo, existe uma regra básica na vida e, principalmente, quando lidar com alienígenas: nunca, em momento algum, se separe da sua toalha. Você pode precisar dela para uma luta corpo-a-corpo, para se aquecer a noite - afinal, como deixarei claro em breve, o melhor é fugir das cidades -, para sinalizar a sua presença para algum grupo de humanos ao longe ou, é claro e mais importante, enrolar em volta da sua cabeça para se proteger da Terrível Besta de Trall, que obviamente estará junto com os aliens.

Nuvens negras, grandes e contra o vento são um mau sinal

Esteja atento aos sinais de uma invasão alienígena: nuvens negras, com grandes extensões e se movendo contra o vento são indícios fortes de que há uma invasão em curso. Raios caindo repetidamente num mesmo lugar, também. Se alguma coisa parecida com isso acontecer, corra. Fuja, o mais rápido que puder, da cidade e de qualquer sinal de civilização. Afinal, os ETs querem nos desitruir ou nos sequestrar, usando-nos como combustível em suas naves, cobaias para os seus experimentos mais estranhos e doloridos ou, para os que tiverem sorte, bichinhos de estimação. E para isto, irão nos procurar onde é mais fácil de encontrar: primeiro nas grandes cidades, nas cidades menores e, por último, em casas de fazendas distantes.
Na hora de fugir da cidade, leve somente o essencial: comida e água para alguns dias, roupas para frio, o maior número de armas possível (as armas serão abordadas mais à frente) e, é claro, sua toalha - nunca, em hipótese alguma, esqueça a sua toalha. E deixe o seu carro em casa, ele vai te atrasar. Afinal, todos - tirando alguns idiotas que estão dando boas-vindas aos aliens - estão tentando fugir o mais rápido que conseguir. Se durante um feriado, onde nem todas as pessoas saem das cidades ao mesmo tempo, o transito já vira um caos, imagine numa situação dessas. O melhor a fazer é encontrar uma moto - e, na falta desta, uma bicicleta - e evitar usar as estradas principais, onde os ets, mais cedo ou mais tarde, irão caçar os serumano.
Que fique bem claro: ao menor sinal de uma invasão alienígena, fuja da cidade e vá para um lugar totalmente isolado da civilização: onde tem gente, vai ter ets. Em hipótese alguma, espere que os ETs vieram para nos ajudar: se fosse assim, eles mandariam algum sinal, alguma mensagem direta ao povo da terra e, é claro, não existiria nenhuma nave gigantesca sobre as nossas cabeças. Isso é uma invasão, não uma visita! Não se junte aos futuros primeiros vaporizados, que esperarão com cartazes de boas-vindas no altos dos prédios. Fuja, corra, vá o mais longe possível das naves. E se prepare para, primeiro, sobreviver. E, depois, contra-atacar.


terça-feira, 7 de abril de 2009

Fim de Caso

Uma das coisas que as pessoas têm mais dificuldade de fazer é terminar um relacionamento. Qualquer tipo de relacionamento, não importa a duração que este teve. Namoros mais longos, por exemplo, têm aquele processo todo de deteorização, em que um vai se enchendo do outro gradativamente, os dois começam a se tratar mal e daí para começar a brigar a cada 15 minutos é um pulo. Mas os dois insistem: um namoro de tanto tempo não pode estar acabando e não querem terminar. Até que, depois de um bom tempo com um relacionamento que mais cansa do que dá prazer, finalmente alguém tem coragem de terminar.
Mas eu não queria falar sobre relacionamentos mais sérios, namoros de anos e coisa e tal. Eu queria falar daqueles relacionamentos pequenos, curtos, quase sem importância. Daqueles casos (talvez casinhos) que todos temos de vez em quando e que começam e acabam rapidamente e, geralmente, sem dor pra nenhum dos dois. E mesmo esses relacionamentos sem importância, as pessoas têm uma dificuldade terrível para terminar. E é sempre mais ou menos do mesmo jeito. Aliás, de dois jeitos possíveis.
Um deles - o mais rápido e, por isso, mais indolor (na minha opinião) - é a pessoa que não quer mais nada com a outra simplesmente sumir. Desaparecer, evaporar, dizer que vai cagar e ir embora. Nunca mais atender o telefone (agora que os celulares têm identificadores de chamada, isso se tornou muito mais fácil), não responder os milhares de e-mails, SMS e scraps que a outra pessoa manda. Até a outra pessoa se ligar que o outro não quer mais nada com ela. E quando isso acontece, vai em busca de outra pessoa. Simples assim. 
A outra forma é a mais difícil, mais complicada, mais desgastante, e com maior chance de ser, mesmo sem a pessoa querer, cruel. E é, lógico, a forma que quase todo mundo quase sempre escolhe - afinal, pra que simplificar se dá pra complicar? E essa forma de terminar o caso tem três passos básicos, que sempre se repetem.
Primeiro, a pessoa que não quer mais nada com a outra, de repente, se torna a pessoa mais ocupada da face da terra. Qualquer convite feito pelo outro recebe respostas como "ah, eu preciso estudar hoje, tem um prova dificílima mês que vem", "hoje é aniversário do cachorro da vizinha da prima da colega de trabalho da minha irmã, não vai dar" ou "eu trabalhei demais hoje, estou cansado(a)", que sempre são completados - por falta de coragem ou uma piedade cruel - com um "deixa pra próxima" ou "amanhã a gente se vê". Se a outra pessoa tiver um senso de auto-conservação que as pessoas nunca têm, ela desencana e parte pra próxima. Mas, otrários que somos, insistimos. Até que o alvo dos convites chega no segundo estágio.
Um dia, então, a pessoa aceita o convite para sair. E quem convidou, feliz da vida, achando que agora tudo vai dar certo e acreditando - ingênuo - nas histórias das provas ou do trabalho, e tem certeza de que nunca foi por falta de vontade do outro. Mas naquele encontro, o outro está frio, distante, calado. Mal responde o que lhe é perguntado. Até que, geralmente no final da noite, solta aquela frase terrível: "a gente tem que conversar".
Pronto. A partir daí, a conversa segue um padrão, que pode ser dividido, de novo, em três partes. A primeira, a pessoa começa elogiando o outro. Diz que gosta muito da pessoa, que ela é divertida, legal, simpática, cheirosa, e que aquele dente faltando dá um charme no sorriso dela. Diz, até, que a outra pessoa seria o(a) namorado(a) perfeito(a) para qualquer um. E aí começa o estágio dois da conversa. Apesar do outro ser um potencial namorado perfeito, não o é para ele. E usa uma daquelas expressões batidas, dizendo que "faltou algo", "faltou aquela conexão entre os dois", "não deu liga" ou "não teve química entre os dois". Esta última expressão, aliás, que pode dar um golpe de misericórdia em qualquer sentimento se você, como eu, fizer ou tiver feito faculdade de química. A pessoa vai, na esperança de ser ligeiramente engraçado e para tentar diminuir o clima ruim do momento, te dizer algo como "você mais do que ninguém deveria entender isso, né. Afinal, você faz química. E sabe que quando não tem química, não tem como dar certo". E você sente uma vontade enorme de se adiantar à pessoa e terminar com ela naquele instante. Afinal, ela merecia. Ou merecia que você se rachasse de rir da cara dela, expondo o ridículo da frase. Mas, muito educado que é, engole tudo isso e deixa ela continuar.
O estágio três da conversa é, talvez, o pior de todos. O mais cruel e mais falso. A pessoa sempre fala que gosta muito do outro, mas como amigo. E que não quer que isso que aconteceu entre os dois mude de alguma forma a amizade que existe. E o outro sempre promete que vai ficar tudo bem, que nada disso vai ter qualquer influência na amizade que vai se seguir àquele fora. Mentira: na quase totalidade dos casos, os dois nunca mais vão se falar. A não ser quando aquele que levou o fora estiver namorando alguém muito mais bonito. Então ele vai ter uma obrigação moral de esfregar isso na cara do outro, fazendo questão de deixar bem claro que está muito melhor agora do que quando os dois estavam juntos.

E tudo isso poderia ser evitado com uma frase simples como: "olha, foi legal até aqui mas eu não quero mais. Boa sorte na sua vida daqui pra frente. Até."