segunda-feira, 30 de março de 2009

Meme da Quinta Linha

Eu recebi esse Meme do Khristofferson faz uma semana, mais ou menos. Não sou muito afim de memes, mas esse eu achei legal. A ideia é postar a quinta linha (por que não a quarta? Ou a vigésima?) de alguma página do livro que você está lendo.

E, justamente agora que eu estava lendo um livro que eu acabei de comprar, eu me deparo com a quinta linha da primeira página dele e me vem à memória este meme. O livro é Para Nascer, Nasci, de Pablo Neruda. É o primeiro livro dele que eu vejo que não é de poesia e sim de textos. E por isso resolvi comprar - se eu já gostava das poesias dele (mesmo sem ter muito saco pra ler poesias), quem dirá dos textos.

E, na quinta linha da primeira página, eu me deparo com esta frase, do texto chamado Mulher Remota:

"Esta mulher cabe em meus desejos. Desnuda está sob a anelante labareda de minha vida e o meu desejo queima-a como uma brasa."

Lindo, não?


Então eu passo este meme para frente, pra Marina, do Má Ideia e para a Aninha, do Nana e o Mar

quarta-feira, 25 de março de 2009

Personagens inspirados em mim

Não é exatamente falta do que escrever. Idéias eu tenho - e muitas. O que está me faltando, ultimamente, é um bocado de vontade de escrever somada a uma falta de concentração. Por isso, resolvi copiar um post do blog da Marina (que eu já tinha avisado que iria, mais cedo ou mais tarde, copiar).  Então é isso, segue uma lista de 5 personagens que foram inspirados em mim - ou em alguém muito parecido comigo.


Chuckie

Em um dos episódios de Rugrats (agora não lembro se era o Rugrats Crescidos ou não) o Tommy chama o Chuckie de "imã de acidentes". Acho que eu posso ser considerado isso também, desastrado do jeito que eu sou. Além disso, Chuckie é extremamente tímido e é sempre o que diz que as coisas não vão dar certo. Taí, sou eu.

Dr. Rajesh Koothrappali

Tudo bem que é possível para qualquer pessoa mais ou menos nerd se identificar com alguns aspectos de cada um dos quatro personagens de TBBT, mas, pra mim, o que eu mais me identifico é o Raj. Raj é um cientista indiano nos EUA que tem um sério problema: ele não consegue falar com mulheres a não ser quando está bêbado, fato este que não o impede de ter relações sexuais - se não me engano, dos quatro personagens masculinos, ele é o que tem um melhor retrospecto. O meu problema não seria assim tão grave, mas eu tenho uma séria dificuldade para falar com mulheres pelas quais eu tenho interesse. Acabo ou não conseguindo falar nada ou gaguejando até eu, pateticamente, desistir da ideia.

Arthur Dent

Arthur Phillip Dent é um terráqueo, inglês, humanóide, que - segundo Zaphod Beeblebrox - pode ser trocado por um robô programado para perguntar "Por que?" o tempo todo. Ele acabou caindo sem querer no meio de toda a história e, talvez exatamente por nunca entender o que está passando ao seu redor, é que nunca chegou a enlouquecer. Eu me identifico tanto com ele que quase fui fantasiado de Arthur Dent em uma festa a fantasia da minha turma. Só não fui porque eu não tinha nenhum roupão.

Dexter

Dexter é um cientista, apesar de ser ainda uma criança, um tanto nervoso e extremamente azarado. Tem uma irmã loira mais velha que liga muito pouco pela ciência que ele faz e de vez em quando resolve estragar tudo. 

Caramelo


Palavras da própria autora dos Bichinhos de Jardim: O caramujinho é filósofo, inteligente e adora poesia. Mas também tem seus momentos de indivíduo mediano, gosta de consumir, assistir televisão e come bastante. Seus pratos prediletos são folhas, flores e amoras. Caramelo por ele mesmo: “sou um ser vivo, arrebatado, infinito, que, por isso mesmo, não caibo em mim - a não ser quando me enrolo e viro uma bolinha”. Caramelo tem uma paixão utópica pela borboleta Brigitte, paixão essa que ele jura estar superando e até marca no calendário todos os dias em que não pensa nela.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Vida em Standby

O grande problema destes cinco meses que eu vou passar aqui em São Carlos (Prometo que vou tentar parar de falar sobre isso aqui em breve) é que eu tive que colocar a minha vida numa espécie de standby, num período de latência. Porque eu não posso continuar fazendo o que eu estava fazendo em Curitiba, pelo simples fato de eu não estar lá e nem posso (ou não quero, ou tenho um certo medo de) começar coisas novas por aqui. 
De certa forma, eu tive que abandonar os planos (pessoais, principalmente) que eu tinha por esses cinco meses. Eu não estou por perto, e, por isso, não posso cobrar das pessoas a mesma retribuição (digamos assim) que eu teria caso estivesse por lá ainda. E eu nem posso ter novos planos por aqui, afinal eles teriam que se resumir a planos de cinco meses - e eu tenho uma séria dificuldade pra planejar coisas que durariam pouco. Eu tenho um certo medo, por exemplo, de conhecer pessoas e me envolver com elas, criar laços. Porque eu sei que, daqui a cinco meses eu tenho que ir embora e deixar tudo pra trás. E, por mais que, na hoar de ir embora eu não queira, isso não é uma opção - seria uma puta sacanagem com o pessoal de Curitiba e principalmente com o meu orientador de lá.
Se eu tivesse vindo pra cá pra morar, definitivamente ou pelo menos por um período mais longo - uns 2 anos ou mais - eu provavelmente teria bem menos problemas. Já estaria tentando me adaptar à cidade e às pessoas. O que me complica a vida é esta coisa de ser tudo provisório. É o que me faz ficar contando os dias até poder voltar pra Curitiba e continuar a minha vida de onde ela parou - só espero que ela me espere até lá.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Quem inventou a distância...

Sabe quando você chega em um lugar e tem certeza que aquele não é o seu lugar, que não seria o seu, digamos, habitat natural? Então. É mais ou menos o que eu senti quando vim pra cá, pra São Carlos. Mas eu não sei explicar exatamente o porquê disso, porque as pessoas aqui são bem gente boa, a universidade lembra bastante a UFPR mesmo, embora seja bem maior que o Politécnico. E a cidade em si me lembra muito Rio Negro e Mafra, com seus morros pra todos os lados e um jeitão de cidade pequena, do interior.
Aliás, talvez seja exatamente por isso. Cidades do interior me agoniam ao longo prazo; se for pra passar um ou dois dias, sem problemas. Mas a partir do momento que eu tenho que morar numa cidade pequena, do interior, começa a me agoniar. Talvez pela falta de opções do que fazer, mas eu acho que é principalmente pelo jeito sem pressa das pessoas. É sério, gente muito calma, sem pressa de fazer as coisas, me estressa e muito. Mas isso é assunto para um post futuro, cujo esqueleto já está mais ou menos na minha cabeça (ela é grande, cabe muita coisa nela).
Mas continuando: talvez esse sentimento de que eu não vou conseguir me adaptar venha do fato de que eu sei que tudo isso é passageiro, provisório. Tudo aqui tem um quê de viagem, de quando você vai a passeio em um lugar e já vai voltar pra casa. E junto com isso, um pouco de instinto de auto-preservação: se eu não me adaptar bem aqui, vai ser mais fácil voltar pra Curitiba. Agora, se eu me adaptar bem, e me envolver com a cidade e com as pessoas daqui, vai ser bem complicado voltar. E como ficar aqui indefinidamente não é uma opção, pelo menos por enquanto...
E tem outra: não tem ninguém aqui com quem eu tenha uma amizade tão sólida e forte quanto as pessoas de Curitiba ou de Mafra. Não existe aqui alguém tão chato (e por isso mesmo, tão bom) de se discutir quanto o André. Não tem alguém retardado como a Aninha ou a Terezinha. Não existe ninguém aqui que eu possa xingar e ser xingado de um modo tão carinhoso, como tantos (Darlene, Andréia,...). Parceiros de copo podem até existir, mas não com uma conversa tão boa quanto a Fran ou a Paula.
Aqui não existe amigos pelos quais eu não colocaria apenas a mão no fogo, mas me jogaria na fogueira se preciso, como o Caio, Tio, Carla, Felipe, Loraine, Raquel, Carol, Rafael, Gabriel, Ine, todos os já citados e alguns outros, talvez menos presentes. Amigos que, com suas particularidades, me tornam o que eu sou. E, por eles não estarem aqui comigo, é que esta cidade nova parece ser tão incompleta. E por mais que eu faça novos amigos aqui, não trocaria nenhum dos velhos por eles.
Enfim. De todos os motivos que me fazem sentir assim, acho que este último é o mais influente. E eu não vejo a hora de voltar para onde eu me sinto em casa.

terça-feira, 3 de março de 2009

Mire na Cabeça!

O mundo irá acabar no ano de 2012. Mais precisamente, aos vinte e dois dias do mês de dezembro de dois mil e doze. isto é fato, não se pode negar. A grande questão, que mobiliza especialistas ao redor do mundo desde tempos imemoriais é como vai ser. Guerras? Explosões nucleares? Invasão alienígena? Catástrofes naturais? A Terra sendo sugada por um buraco negro? Nada disso.
A realidade é muito mais sombria e assustadora do que se podia imaginar: há uma corrente de especialistas, que ganha credibilidade a cada dia que passa, que afirma que a raça humana encontrará a sua extinção em um ataque de (TIREM AS CRIANÇAS DA SALA!) ZUMBIS!

Sim. Mortos reanimados, vagando e devorando tudo e todos que cruzarem os seus caminhos. Seres sem qualquer sentimento, que não sentem dor ou medo, cujo único instinto é o de devorar carne humana. É este o inimigo final da raça humana. É contra este inimigo que temos que nos preparar. E vamos tentar compilar algumas regras básicas para a sobrevivência.
(As informações a seguir foram retiradas, em grande parte, do livro Guia de Sobrevivência aos Zumbis, de Max Brooks. Para informações mais completas e, portanto, maiores chances de sobrevivência, recomendo a leitura do original.)

Primeiro: esteja sempre atento a quaisquer indícios de ataques de zumbis: mortes violentas com decaptação, famílias sendo mortas e devoradas por um membro desta que nunca teve qualquer atitude violenta. Onde há fumaça, há fogo: As autoridades vão sempre tentar esconder os ataques de zumbis para evitar pânico. Portanto, é sempre necessário uma atenção redobrada e ler as entrelinhas das notícias.
Segundo: é preciso estar sempre preparado: a invasão dos mortos-vivos irá acontecer de uma hora para outra e exigirá medidas drásticas e rápidas. Haverá cortes no suprimento de água e alimentos nas grandes cidades. Então é preciso fazer um estoque de víveres para sobreviver a semanas de cerco. Outra medida importante é procurar uma fortaleza. Uma casa com 2 andares, com um muro alto é uma fortaleza em potencial. Fortalecendo o segundo andar, destruindo as escadas e posicionando atiradores atentos a qualquer zumbi que escalar o muro é a primeira atitude que deverá ser tomada para se proteger.
Também é necessária a estocagem de água e alimentos: encher todo o recipiente possível (banheiras, bacias, baldes, garrafas…) com água e levar todo o alimento encontrado para o esconderijo e aguardar o resgate, que pode chegar cedo ou nunca chegar.
Terceiro: Se o cerco dos zumbis já dura semanas e o resgate não chega, é hora de fugir: você não tem escolha, porque, neste caso, provavelmente a civilização humana como conhecemos já não existe mais. O ideal é escolher um lugar distante e isolado de toda a civilização como destino. Carros não são aconselháveis: exigem espaço para trafegar e fazem muito barulho, atraindo os zumbis. O melhor meio de transporte para essa fuga é a bicicleta: silenciosa e rápida. Motos são desaconselhadas devido ao barulho e à necessidade de combustível (que provavelmente será um item raro, uma vez que a invasão dura semanas).
Após decidir o destino, o ideal é fugir o mais rápido possível, com o mínimo de paradas e sem diminuir a vigilância nunca! Ao chegar no destino (lembre-se: deve ser uma região deserta e isolada de qualquer presença humana. Onde existiam humanos agora existem Zumbis!) é hora de começar a fortificar o local: muros, paliçadas, fossos são recomendados. Zumbis dificilmente passam por estes obstáculos. E é hora de começar a reconstruir a sua vida e uma comunidade, junto com todos as pessoas que fugiram com você. Mas sem baixar a vigilância em nenhum momento.
Outro fator importante é o novo povoado ter um líder: democracia não funciona em momentos de crise extrema. 
Informações diversas: O período de reanimação de zumbis é de cerca de 24 horas após a morte. Portanto, não espere que os mortos ressurjam das suas covas. Você não vai precisar enfrentar a sua bisavó querida que morreu há anos.
Zumbis só “morrem” quando o seu cérebro é danificado: portanto utilize armas de grande precisão ou então armas de mão que ou corte o pescoço dos mortos que andam rapidamente (como uma katana ou uma machadinha) ou armas de concusão (como martelos e pés-de-cabra). Armas de fogo, só com silenciadores.
Se algum dos seus amigos for mordido por um zumbi, não tenha pena dele. Ele fatalmente se tornará um morto-vivo e você não pode fazer nada contra isso. O melhor a fazer é dar uma arma para ele e jogá-lo no meio dos zumbis. Ele vai destruir alguns mortos-vivos antes de ele próprio morrer, devorado pelos inimigos. Seria uma, digamos, última boa ação da pessoa.
Quando o ataque definitivo dos zumbis acontecer, não será possível vencê-los. Quando muito, pode-se esperar SOBREVIVER a este ataque. E esperar. A boa notícia é que os zumbis têm um “prazo de validade”. Após uns 4, 5 anos todos os zumbis terão desaparecido, uma vez que eles são seres em estado de decomposição. Em até 5 anos, zumbis não serão mais uma ameaça tão grande e será possível vencê-los, enfim, e reconstruir a civilização humana a partir do que restar.
Eu recomendaria a todos que comecem a praticar tiro, arco-e-flecha e combate corpo-a-corpo utilizando armas de corte ou concusão, para estar preparado assim que a invasão acontecer. E estar atento. Sempre.