sábado, 19 de dezembro de 2009

Balanço de final de ano

E o ano acabou, as férias chegaram, as músicas de natal tocando sem parar. E agora, José? Agora é época em que todo mundo fica pensando que ano que vem vai ser tudo diferente, que vai entrar em dieta e/ou começar a fazer alguma coisa que ficou adiando o ano inteiro - e, convenhamos, vai adiar o ano que vem inteiro também.
Esse ano eu não estou com o meu mau-humor tão grande, como no ano passado, por exemplo. Então eu comecei a fazer um levantamento mental de tudo o que aconteceu nesse ano, de bom e de ruim. E, apesar do tanto que eu reclamei o ano inteiro, eu tenho que admitir que, enfim, foi um ano bom, no fim das contas.
Esse ano, por exemplo, eu conheci muita gente interessante, que puderam - e ainda podem - me trazer muita coisa interessante, muitas conversas madrugadas afora e alguns litros de chopp. E, acima de tudo, as amizades antigas vão muito bem, obrigado. Apesar da distância de alguns, ainda posso dizer que tenho os melhores amigos que alguém possa sonhar em ter. Claro que houve pessoas que eu me arrependi de ter conhecido, mas faz parte da vida isso e não foi nada que pôde manchar a história desse ano nesse quesito. Portanto, nesse ponto - que eu considero o mais importante - saldo positivo durante esse ano!
Esse ano, também, eu conheci lugares novos, cidades novas. E, apesar de eu ainda achar que aqui onde estou é melhor do que estes novos lugares, eu ainda guardo um certo carinho por lá. Pelas pessoas que lá estão, por tudo o que aconteceu de bom (o que aconteceu de ruim a gente deixa pra lá) e pela experiência adquirida. XP é XP, não importa como foi ruim pra conseguir.
No quesito, digamos, "profissional", está tudo quase "tinindo". Podia ser melhor, claro, mas não vamos jogar fora tudo o que eu consegui esse ano. Afinal de contas, consegui tudo o que eu tinha me proposto a fazer: passei na prova do mestrado e consegui adiantar o projeto bastante - tanto que até falam de eu defender antes do tempo. Vamos ver, vamos ver. Eu não gosto muito de fazer as coisas no atropelo, então esse é um assunto que precisa ser muito amadurecido ainda. E, claro, esse ano foi o que eu me formei!
Eu, claro, deixei de fazer muitas coisas (ver aqui e aqui) que eu tinha prometido fazer, mas não deu tempo/não tive disposição pra fazer. E foram ficando, ficando... até eu esquecer delas e ficar com a consciência limpa por não ter feito nada disso. Mas posso dizer que a minha mania de ficar adiando as coisas passou, na maioria dos casos. E, por incrível que pareça, eu estou menos vagabundo esse ano.
Concluindo então, apesar de tudo que não aconteceu ou que aconteceu mas não devia, o saldo de 2009 foi positivo, com louvor. Aconteceram muito mais coisas boas que coisas ruins - e mesmo destas, deu pra tirar alguma coisa de bom, nem que seja XP pra subir de nível. Portanto, que venha doismiledez.
Eu estou de sentindo otimista ultimamente, não liguem.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Gentileza gera gentileza

Às vezes eu me assusto com o mundo e quase perco a fé na humanidade pelas menores coisas. Um gesto, uma palavra, um pequeno ato de hostilidade gratuita. Mas o que mais me assusta é a receptividade de gestos bons, amáveis, pelas pessoas: é comum, e muito, se assustar e estranhar quando alguém age com o mínimo de bondade ou de honestidade. E eu, sinceramente, não consigo entender. Ou pelo menos não deveria.
Até eu, admito, que me surpreendo quando vejo gestos bons e gratuitos. Parece que a gente tá acostumado a esperar sempre o pior do outro, a sempre desconfiar e contar com o golpe pelas costas que quando alguém não age assim é estranho e causa até um certo desconforto. Porque, afinal de contas, atos inesperados sempre geram estranheza - por melhores que sejam.
Estes dias foi que eu entendi o que falta: gentileza. Uma palavra tão simples que, entretanto, engloba tudo o que a gente mais precisa - educação, delicadeza, cortesia. E, como disse o profeta, gentileza gera gentileza. Às vezes, basta um pequeno gesto gentil pra fazer o outro se sentir bem, por pior que tenha sido tudo até ali. Não só o outro, faz bem pra si mesmo também.
Eu sinto falta, por exemplo, de coisas simples, de gestos que todo mundo deveria fazer e quase nunca faz - geralmente por não se dar a devida importância pra eles. Basta começar dizendo "bom dia", "obrigado" ou "por favor" - bem como a tua mãe deve ter te ensinado. Ceder a vez no trânsito - prática muito pouco comum aqui em Curitiba, por exemplo -, não vai te atrasar quase nada e ajuda o outro. Até sorrir pode mudar o dia de alguém.
Mas claro: não se deve confundir gentileza com servidão, apatia. Se alguém te faz mal, claro que se deve reagir, sempre se deve deixar claro o que foi que te fizeram. Mas sem rancor, sem maldade, sem ser desproporcinal. Não é fraqueza tentar ser gentil com quem não é - e nem sempre é desperdício.
Eu acho que é preciso pouca coisa pra que tudo seja melhor, para que as pessoas sejam mais felizes e possam tratar bem uns aos outros. Gentileza, gente... gentileza!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Música ruim, calor e comida estranha

Um lugar onde eu não me sinto no meu, digamos, habitat natural, é naquela tal de balada. Não dá, eu não fui feito pra aquilo - e às vezes, dependendo do convite, eu ouso dar uma chance praquilo lá mas sempre me arrependo. E sempre me arrependo depois de uns 30 minutos, na melhor das hipóteses.
Eu não entendo o que leva as pessoas pra lá, por mais que eu tente: é um lugar onde sempre toca música ruim - com algumas exceções, que vou vou falar mais pra frente. Se acalme, piá! -, não dá pra andar direito, quente pra caramba - e, quem me conhece sabe o que isso significa pra mim: litros e mais litros de suor - e que, pra mim pelo menos, é cheio de gente que "é meio igual comida estranha: não conheço, mas não gosto, não." [@isaschweigert, 2009] Mas já dá pra dizer que melhorou um pouquinho: por causa da lei anti-fumo, pelo menos eu não saio fedendo cigarro.
Mas o pior da balada pra mim é a impossibilidade de conversar com as pessoas. Cada um fica dançando sozinho - ou não, no meu caso -, de um modo que lembra, de longe, autistas, e se comunicando, de vez em quando, com as pessoas que estão ao seu lado aos gritos e utilizando frases curtas. (Epifania do dia: quase um twitter!!)
Então chegamos no que é o maior mistério dessa tal de balada pra mim: eu não consigo entender como alguém vai pra esses lugares para "conhecer gente nova" se, pra mim - eu sou meio à moda antiga, não liguem - para começar a conhecer alguém eu preciso de, sei lá, pelo menos uma meia hora de conversa.
Por essas coisas que eu sou deveras a favor de barzinhos: um lugar onde as pessoas estão sentadas em volta de uma mesa, sem aglomeração, com uma música ambiente - que, em geral, é de bom gosto - que não é alta a ponto de fazer as pessoas se comunicarem aos berros e tudo isso regado a uma bebida de qualidade. E, claro, uma boa companhia.
Mas claro: há exceções. Lugares que eu acho que são considerados baladas que eu até gosto de ir, porque conseguem manter um bom nível musical e não são tão lotados. Bons exemplos, daqui de Curitiba, são o Crossroads e o Empório São Francisco. Mas também é muito de vez em quando, não esperem que eu vire frequentador assíduo desses lugares.
Concluindo, então, nunca me chame para uma balada ou coisa que o valha. A palavra em si já me irrita - tive que parar de escrever para ir vomitar umas três vezes, por causa do número de vezes que escrevi essa maldita palavra. A minha resposta vai ser sempre variações entre "acho que não vai dar" e "nem fodendo", de acordo com a intimidade que eu tiver com o ser. A não ser que o convite venha em um dos raros dias que eu esteja otimista o suficiente para pensar que "ah, não vai tar tão ruim" - mas esse otimismo dura no máximo 30 minutos, quando eu vou começar a pensar nos livros que podia tar lendo, na música que eu poderia estar escutando ou com quem eu estaria falando se não estivesse ali, naquela porcaria de lugar.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Paradoxos

As mulheres muito decididas que me perdoem, mas um pouco de doce é fundamental. É preciso ser mais caça que caçadora, sem nunca deixar de ter aquele olhar que só vocês sabem fazer - provocante com vergonha, envergonhado com um tanto de malícia. É preciso aquele jeito de mexer nos cabelos que é um chamado e ao mesmo tempo um aviso.
É preciso ter um riso permeado de tristeza, como um olhar perdido no horizonte, a espera de algo que ela sabe que não vai chegar. Também se deve mostrar frágil sem deixar de ser guerreira, que nos dê uma vontade de cuidar, de proteger de todo o mal que existe lá fora - mesmo sabendo que, no fundo, vocês são mais fortes que a gente.
Imprescindível também é aquele mistério todo, aquele pensamento que é impossível seguir, aquela aparente falta de sentido em tudo. É necessário também saber chorar, gritar e soluçar se, por causa dessa nossa insensibilidade, acabamos por não entendê-las. E não se pode negar o efeito devastador que aquela lágrima solitária a rolar pelo rosto tem sobre nós.
Básico também é que vocês se encontrem sempre além de nossas esperanças, por mais que já as tenhamos conquistadas. Que sempre nos ponha em dúvida sobre os teus sentimentos, que nunca nos dê a certeza que nos deixe desleixados. É preciso que sempre tenhamos a impressão de que, num piscar de olhos, vocês não estarão mais do nosso lado.
É gritante a necessidade de um quê de timidez, um restinho de um aparente medo do mundo que só torne ainda maior a impressão de que são etéreas, de que estão muito longe para serem tocadas.
Que tenha uma um pouco de molecagem sem deixar de ser feminina, um pouco de força com fragilidade, um bom tanto de tristeza sem deixar de ter alegria.
Mas mais essencial ainda é ter algum defeito - que não seja grave! -, que, sem ele, não seria tão perfeita assim. Uma cicatriz no joelho, uma pequena imperfeição no rosto - só visível muito de perto! - ou uma mania estranha. E sardas! Ah... um pouco de sardas só existem para deixá-las ainda mais perfeitas.

É preciso que tudo isso exista junto, que seja sem ser e que não se tente entender. Porque por maior paradoxo que sejam, também o é o que vocês nos fazem.
"...é um contentamento descontente..."

sábado, 10 de outubro de 2009

Análise de Alma I: Preguiça

Qualquer tipo de análise de alma, em qualquer situação, é um erro. Primeiro porque você acaba descobrindo o que fez de errado este tempo todo e, segundo, que não há o que fazer pra consertar isso: você é assim mesmo e vai ser sempre assim. E terceiro, porque você pode descobrir coisas sobre você mesmo que era melhor não saber.
Como ficou entendido no post anterior, eu cometi esse erro há pouco tempo. Era de madrugada, claro. Claro que tinha sido um dia difícil. Também é claro que estava tocando alguma música condizente com a minha situação no momento. E, óbvio, eu estava ligeiramente bêbado. Ou seja, existiam todas as condições necessárias para um surto de análise de alma, mas mesmo assim foi um erro. Mas eu descobri algumas coisas interessantes sobre mim mesmo. Interessantes do tipo "podemos discutir durante dias sobre isso" e não interessantes "que legal!".
Uma das primeiras coisas que eu descobri - e que, depois de um tempo, em uma conversa com a Aninha, consegui dar um nome a isso - é que eu tenho uma preguiça absurda para relacionamentos. É, preguiça mesmo, não há outro nome pra isso. E isto ataca principalmente quando existe a possibilidade de começar um relacionamento (ou, às vezes, ter um relacionamento que dure apenas por poucas horas) com alguém que eu sei que não é o tipo de pessoa que combina comigo. Não sei se isso acontece com outras pessoas além de mim, mas assim que eu bato os olhos em uma mulher eu sei se a personalidade dela bate ou não com a minha: não sei explicar por que, só sei que é assim. [Chicó, 1998]
E quando isso acontece, quando eu - sabe-se lá como, em uma análise que dura, em média, 3,12 segundos - descubro que a personalidade da guria não combina nem um pouco com a minha, eu sou vítima de uma preguiça absurda para tomar qualquer iniciativa para conhecer, biblicamente falando, a pessoa. Isso porque, de certa forma, eu tenho o defeito de não conseguir começar um relacionamento sem pensar no futuro - seja o dia seguinte ou o dia em que vamos morrer os dois juntos, velhinhos (ergh! quanta melação!). E quando eu vejo que não tem futuro, eu sequer tento. Vou tentar explicar.
Quando eu vejo que as personalidades não combinam, eu já começo a pensar em como vai ser chato quando, por um acaso, ela me convidar para alguma coisa que ela gosta de fazer e eu não suporto. Também penso em como a gente vai brigar por causa disso e, por fim, como vai ter um fim trágico e doloroso para os dois lados. É, minha imaginação é sempre muito dramática: eu sempre imagino brigas homéricas, com vasos voando pela casa e gritos acordando todos as pessoas em um raio de 2km.
Ou então, quando o caso é mais grave(?) e a minha vontade é que o affair não dure mais que algumas horas - e que eu já sei isso de antemão - a preguiça é maior ainda. Porque então eu tenho preguiça do dia seguinte, de ter que arranjar desculpas para não aceitar futuros convites que eu não vou estar afim. Ou então preguiça daquela história de não saber se fala ou não com a guria, se cumprimenta com um beijo na bochecha ou na boca. Essas coisas desnecessárias que só complicam as coisas. Me dá preguiça!
Mas é claro que há exceções e, às vezes, a carência ou a vontade ganham da preguiça e eu me aventuro em algum relacionamento previamente falido. Mas me arrependo logo em seguida e tenho crise de consciência. Mas, normalmente, se eu venço a minha preguiça e tento qualquer coisa com alguma guria, é porque, lá no fundo, eu sei que vale a pena e que, de certa forma, nossas personalidades combinam.
O grande problema é que, graças à minha preguiça, eu tenho fama de lerdo e desligado. Não que eu não seja essas duas coisas.

sábado, 26 de setembro de 2009

Temporada das Flores

Uma das coisas que todos deveriam ter direito por lei - e até, talvez, devia ser uma obrigação - era se perder de vez em quando. É sério! Há certas épocas na vida que tudo o que se precisa é largar mão de tudo e deixar o que sobrou ir no ritmo que melhor entender, sem forçar ou apressar nada. Às vezes o melhor é se sentir alheio a tudo.
Bom. Eu acho que estou acabando de sair de um momento desses na minha vida. Depois de tanta merda tantos problemas e ter feito tanta coisa errada, eu tive que me permitir um tempo pra nada. nada mesmo, sem ter qualquer tipo de pressa em resolver as coisas. Na verdade, eu deixei que tudo se resolvesse sozinho e eu estava decidido a não mexer um dedo pra ajudar.
Por isso que eu larguei essa bosta aqui o blog ficou meio abandonado por um tempo: eu não tinha cabeça (e olha que pra eu não ter cabeça pra alguma coisa é difícil, vide o pequeno tamanho da mesma) pra pensar em coisas que fossem alheias a mim mesmo. É sério: se eu já era intimista, neste tempo passei a ser mais ainda - e não queria que o que tivesse dentro saísse e/ou o que tivesse fora, entrasse.
Aqui estou eu de novo, depois de ter passado um tempo no espaço. Volto ao que eu era antes e talvez até melhor: aprendi muito sobre mim mesmo nesses dois meses. Apesar de não estar muito feliz com o nome do blog ou com o layout dele, to aqui de volta e dessa vez é de verdade.

Ps: nunca façam nenhum tipo de análise de alma. Nunca dá certo e você acaba descobrindo coisas que você não queria saber sobre você mesmo. É sério!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Sobre ex, McDonald's e auto-crítica

ou Café requentado perde o gosto [Uhlmann, J. 2009]
ou Figurinha repetida não completa álbum

Uma das coisas que eu mais demorei pra aprender (eu acho que agora aprendi) em relacionamentos foi exatamente isso: figurinha repetida não completa o álbum. Mas não estou falando no sentido em que muita gente usa, de que ficar mais de uma vez com a mesma pessoa é chato - o que eu não concordo, claro. Estou falando no sentido de que se você namorou alguém por um bom tempo e terminou por um motivo qualquer, voltar com essa pessoa não vai dar certo.
Também não estou pregando aquele radicalismo que diz que "Ex bom é ex morto", afinal tenho um bom relacionamento - só amizade agora - com quase todas as minhas exes e eu acho isso bom. Afinal, como diz o grande Oswaldo Montenegro, "a ex é eterna": aquela pessoa só vai deixar de ser sua ex se, por um acaso do destino, vocês voltarem a namorar - e, acredite em mim, isso não é bom pra nenhum dos dois e só vai fazer com que ela volte a ser sua ex mais uma vez, quod erat demonstrandum. Então, se você vai ter que conviver com aquele ser o resto da vida, que seja de uma maneira agradável pra ambos os lados, não?
Mas como eu estava dizendo, este negócio de ficar indo e voltando que nem couro de pica [Frensch, A.C.C. 2009; Soltosky, J.A. 2007] não dá certo e nunca teria como dar certo. Afinal, se vocês terminaram, foi porque alguma coisa entre vocês dois não estava bem - seja porque você não aguentava um defeito dela ou o contrário - e um tempo longe um do outro não vai trazer uma mudança assim tão grande: ela (ou você mesmo) vai continuar com o mesmo defeito que outrora tinha e, por mais que tente controlar, um dia isso vai voltar e você (ou ela) não vai aguentar e o namoro vai chegar ao fim, mais uma vez. E acredite em mim quando eu digo que cada vez mais é mais doloroso e difícil, para ambos os lados.
E, vamos ser sinceros (e esta parte é uma auto-crítica): ficar indo e voltando em um namoro é patético. É como se você confessasse o quão inútil você é para conhecer novas amizades e/ou o quão intragável você deve ser, uma vez que não consegue arranjar ninguém que te queira. E, principalmente, você está jogando fora a chance de conhecer alguém melhor que ela, ou que, pelo menos, não tenha aquele defeito que você julga insuportável.
Como eu disse, namoro com ex nunca dá certo. Não adianta: o que incomodou muito antes, vai continuar a incomodar agora. E você, além de tudo, perde a chance de talvez, conhecer a sua alma gêmea uma pessoa legal e com que você não passe tanta raiva. Então, levante essa bunda gorda, apague o e-mail que você ia mandar para a sua ex, apague o número do telefone dela do teu celular (ou não, pra você saber quando ela liga E NÃO ATENDER) e vá conhecer alguém melhor. Sério, vai ser melhor pra todo mundo. (Esta parte também foi uma certa auto-crítica)

O grande problema disso tudo é que ex é igual McDonald's...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

20 de Julho

Dia 20 de julho é o dia do amigo! Taí uma data que eu sabia que existia - quem nunca recebeu um e-mail com um ppt comemorando o dia do amigo? - mas que eu nunca soube quando era! Até ver as propagandas da Skol (muito boas por sinal), que me trouxeram luz para esta questão tão fundamental. Afinal, amigo é muito importante. Aliás, na minha modesta opinião, este dia deveria ter mais impacto que o Dia dos Namorados: muita gente não tem um namorado, mas quase ninguém não tem um amigo. E eu considero um bom amigo mais importante que uma namorada: amigos podem te apresentar futuras namoradas, agora o inverso é mais difícil - mas não impossível, a minha experiência comprova.
Um bom amigo é a pessoa mais importante que você pode conhecer na vida - família não conta, você não escolhe! - e é aquele cidadão que sempre vai estar no seu lado. É aquela pessoa que você pode contar pra tudo o que precisar e a hora que precisar. Mas existem algumas regras para identificar um bom amigo e elas precisam ser seguidas à risca para uma amizade verdadeira existir. Vamos a elas:

- Amigo de verdade é aquele que não te impede de cometer um assassinato, te ajuda a esconder o corpo. Explico: Situação hipotética: você está namorando, é um cara comprometido e fiel mas a sua namorada deixou você viajar com seus amigos no carnaval. Lá, entre colombinas, pierrots, arlequins e gente bêbada vomitando na sua frente, aquela pessoa sensacional resolve dar em cima de você, mas você, fiel e comprometido, faz de conta que não é contigo. O que um amigo de verdade faz nessa hora? Te chama de veado e diz que, se você não pegar essa gostosa, vai apanhar. E você, obediente aos princípios da amizade, faz o sacrifício, claro! Na volta do carnaval, sua namorada pergunta se você se comportou bem e o seu amigo, amigo de verdade, diz - com a cara mais lavada do mundo - que você ficou em casa o tempo todo, vendo o carnaval pela TV.

- Amigo de verdade é aquele que aponta e te diz um sonoro "SE FODEU" quando alguma merda acontece com você. Você e seu amigo de verdade estão andando em uma rua movimentada quando não mais que de repente você tropeça, sai catando cavaco por uns 20 metros e se amontoa de boca no chão. O seu amigo prova a amizade usando uma das mãos para segurar a barriga, a outra para apontar pra você e ri da sua cara até não poder mais. Depois de uns 15 minutos rindo da sua cara, aí sim é que ele vai te juntar, te ajudar a levantar - isso se nenhum desconhecido já tiver feito isso.

- Amigo de verdade é aquele que não pede licença pra entrar na sua casa. Amigo é aquele cara que chega na sua casa nos horários mais exdrúxulos, às vezes sem avisar ou, no máximo, avisando que está na portaria e que é pra você por uma roupa pra que ele não tenha que ver a sua bunda peluda. E quando entra na sua casa, mal te cumprimenta e já vai atacar a sua geladeira - reclamando primeiro, claro, da qualidade e quantidade de víveres (cerveja) que você tem em casa.

- Amigo de verdade é aquele que te faz passar vergonha. Amigo é aquele cidadão que te cumprimenta com um tapa na bunda em lugares públicos. Que te manda beijo em frente a sua nova namorada (que ele acabou de conhecer). Que, no meio de um supermercado lotado te pergunta se aquela linguiça tá "de bom tamanho pra você, amor" ou se você quer uma mais grossa ainda. Enfim, aquele que te coloca em situações constrangedoras SEMPRE!

- Amigo de verdade é aquele que não tem horário. Ele te liga as 4 da manhã e pede algo que você faz, logo após xingar ele até a décima quinta geração por te acordar, filho da p***. Mas você também pode ligar pra ele a hora que for que, após ser xingado, também vai conseguir o que precisa.


Enfim. Feliz da pessoa que tem alguém que se encaixa nessas regras. Eu, felizmente, tenho vários amigos assim e todos são igualmente importantes pra que eu me sinta bem. Como disse Mario Quintana, alguns deles não sabem o quanto são importantes pra mim - talvez pelo pouco tempo que temos -, embora isso não os diminua em nada. Mas, em compensação, tem alguns que sabem isso muito bem e que, às vezes, até abusam. Mas tudo bem, amigo é pra isso mesmo.
Eu só queria aproveitar esse dia - que repito, deveria ser mais importante que o Dia dos Namorados - pra reafirmar, para os que ainda não sabem disso, que eles são muito importantes para a minha vida e que, se não fossem por eles, tudo seria em tons de cinza.

É. Eu to sentimental hoje.

domingo, 12 de julho de 2009

Fiado Só Amanhã!

Bom, gente! Pra quem não viu o antepenúltimo post eu aviso de novo: o blog está mudando de nome, principalmente porque eu achava que Mapas do Acaso já não se encaixava direito no que isso aqui se tornou. Então aqui está: este pequeno blog agora se chama Boteco 84.

Mas por que Boteco, Gu?

Enfim... a ideia do nome surgiu lá em São Carlos, em um Boteco (ah, não diga!) em que uma pessoa que não importa quem é (hehehehe) disse que seria uma boa ideia e eu gostei. Principalmente porque boteco é aquele lugar em que se pode discutir sobre tudo, pode-se defender a ideia mais absurda ou a teoria conspiratória mais maluca que sempre vai ter um bêbado (ou garçon) amigo que vai te escutar.
Entre e fique à vontade que aqui o garçon é amigo e você chama pelo nome, o chopp é sempre gelado e o banheiro quase limpo. Sirva-se também da porção de fritas, do ovo de codorna fazendo aniversário e do indispensável rollmops.
Aproveite a promoção, mas os que bebem pra esquecer, por favor paguem adiantado.

E fiado só para maiores de 90 anos acompanhados dos pais.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Como Vencer uma Mulher em uma Discussão

Quando um homem e uma mulher discutem, cada um dos dois tem um objetivo diferente; cada um dos dois vai se considerar vencedor em momentos distintos. A mulher, pelo menos até onde eu consegui entender, quer ver o parceiro praticamente rastejando aos seus pés, pedindo desculpas até pelo que ele não fez. Ou então, só encher o saco mesmo - ainda não consegui, e acho que nunca vou, entender o que passa na cabeça delas. Agora, para o homem, a vitória é fazer ela chorar. Não aquele choro compulsivo, que elas usam como chantagem emocional (e que, infelizmente, quase sempre dá certo); nós queremos sempre ver aquele pequeno ponto brilhante no canto dos olhos dela, aquela lagriminha que aparece por mais que vocês, mulheres, tentem esconder.
É difícil pra mim, homem, admitir isto, mas é virtualmente impossível ganhar de uma mulher em uma discussão. E quando falo em discussão, eu quero dizer uma discussão homem-mulher, de casal - não entra aqui discussões sobre política, ciência, futebol ou qualquer outro tipo de argumentação -, a mulher vai ganhar a discussão em 99,9% das vezes. E vai ganhar por vários motivos, todos eles devido, principalmente à astúcia, estratégia e chantagens emocionais - em que elas são, também, imbatíveis.
Existem casos em que vocês, mulheres, se aproveitam da nossa falta de vontade em discutir: vocês escolhem os piores horários para conversar sobre os assuntos mais bizarros, como perguntar o que a gente queria dizer quando falamos que a sobremesa que vocês fizeram ficou diferente - e em nenhum momento nós dissemos que ficou pior - do que da outra vez: seja as quatro horas da manhã, nos acordando, seja enquanto estamos relaxados no sofá da sala, desprotegidos do resto do mundo, concentrados assistindo ao futebol - mesmo que seja da série C do campeonato acreano, nós queremos assistir. Nestas horas, mulheres, fiquem felizes se vocês receberem um "Rmmwlmnswl" como resposta: isso significa que nós estamos tentando prestar atenção em vocês e que se vocês tentarem conversar com a gente outra hora a gente vai te ouvir. Nesses casos - o que dá uns 80% das "discussões - nós perdemos por W.O.
Mas vamos falar dos 20% que imporam: os 20% em que nós, homens, estamos dispostos a ouví-las e discutir racionalmente o assunto. Racionalmente... é aí que a vaca vai pro brejo. É IMPOSSÍVEL(!!) que uma mulher discuta racionalmente. Pra começar, já é difícil descobrir o porquê da DR: ela vai estar lá, sentada no sofá com a cara amarrada e você, homem, com a melhor das intenções, vai perguntar pra ela "querida, o que foi que houve?". E isto era o pior erro que você podia ter cometido; se você tiver sorte, ela vai dizer "O que você acha?!?" e ficar quieta, esperando que você, com poderes adivinhatórios de fazer inveja à Mãe Diná e Walter Mercado juntos, descubra o que é que você fez pr'aquela pobre alma - e acredite, geralmente você não fez nada mesmo: e aí já foi mais uns 5% das discussões perdidas.
"E os outros 15%, Gustavo?" você vai me perguntar. O restante é aquelas discussões que fazem da vida a 2 um inferno às vezes; mas também é nesses casos que nós, homens, temos a mínima chance de sair vitoriosos, mas também é um terreno perigoso, onde qualquer mínimo erro pode por tudo a perder. Mas a estratégia das mulheres é sempre a mesma e conhecer esta estratégia é o único jeito de ter uma chance de vitória. Vamos, primeiro, conhecê-las para, depois, discutir as contra-estratégias.
O "modo de ação" de uma mulher durante uma discussão é muito simples de identificar - porém, praticamente impossível de prever onde vai levar. Explico: isto se deve ao fato que uma mulher, em uma discussão, perte totalmente o senso de objetividade, racionalidade e, principalmente, lógica. Não importa qual seja o assunto que vocês estão discutindo, os argumentos dela vão girar por 5 pontos principais: a) Você não ama ela; b) você nunca presta atenção nela, por isso você não entende; c) alguma mulher - que você conhece ou não - que, ela cismou, te dá mole; d) você tem outra (por mais que não tenha) e, finalmente, e) sua mãe é uma jararaca ou o seu pai é um idiota. São nestes pontos em que a argumentação dela, principalmente quando você estiver discutindo tudo seguindo - pobre infeliz iludido - uma linha de raciocínio clara.
Então, pequeno padawan, esteja preparado. Tenha respostas prontas contra estes argumentos (exceto o e, que ela vai usar só em momentos de desespero - já chego lá). Sempre refute, com veemência (nossa, duas palavras que eu sempre quis colocar em um texto de uma vez só) mas com a calma e a presença de espírito dignas de um monge budista em meditação, o que ela disser. Negue, até a morte, por mais que seja verdade, e tente sempre desconstruir os argumentos delas expondo fatos concretos, que até ela pode ver. E nunca - eu disse NUNCA! - fique irritado: é isso que ela quer.
Mas muito cuidado nessas horas! Se ela sentir que a discussão não está indo para onde ela quer, ela vai partir para a ignorância, ela vai usar os seus poderes de terrorista mental. Ela vai começar a concordar com tudo o que você diz - isto é ruim, acredite - e, quando você tiver começando a baixar as suas defesas, vai soltar alguma coisa (geralmente associado ao item e) que vai te fazer perder a cabeça. E aí, pequeno gafanhoto, você perdeu a discussão mais uma vez. Porque então, irritados, começamos a falar cada vez mais alto e, o pior, não pensamos mais direito no que vamos falar. E isso quer dizer DERROTA!
Recapitulando: para ter uma chance mínima de vencer uma discussão contra uma mulher é preciso: manter a calma, refutar todos os argumentos dela com fatos, tentando trazer a discussão para um terreno mais firme, onde a lógica possa existir e, principalmente, negar - até a morte - todas as acusações que ela fizer.


PS: Além de toda esta contra-estratégia, existe um curinga que nós podemos usar contra qualquer mulher e pode ser feito de duas formas: ou deixar ela falando sem parar ou responder tudo com a maior calma possível. Até ela se irritar e começar a chorar e espernear. Neste momento, você usa o Ás que tinha guardado na manga: olhe bem nos olhos dela, segure-a, delicadamente, claro, pelos braços e pergunte, com a maior calma do mundo, "por que você tá agindo que nem uma maluca?" ou ainda "por que você tá gritando desse jeito?".

terça-feira, 30 de junho de 2009

Recados da Paróquia

Bom, gente. O Blog andou meio parado neste último mês devido a uma série de fatores, cuja maioria já está resolvido ou será resolvido em breve. Um deles, por exemplo, é eu ter me viciado em Battlestar Galactica e não ter conseguido fazer outra coisa até terminar a série. Agora que acabou, me sinto quase um órfão: preciso de outra série pra me viciar.

Eu, assistindo BSG sem parar.

Outros motivos giram sobre a minha estadia aqui em São Carlos, que, aliás, está acabando. Então eu to correndo o máximo que eu posso aqui pra acabar tudo de uma vez e não me sobra tempo. Por outro lado, eu estava sem motivação nenhuma pra postar e eu precisava de algumas coisas que estão em Curitiba. Portanto, isso vai acabar logo. E eu vou voltar a postar.


Quando este sofrimento vai acabar?

Agora, às novidades: Eu criei um novo blog, voltando às origens deste aqui. Ele se chama Espelho Quebrado - é, igual à categoria de posts daqui, que, aliás, eu apaguei e transferi tudo pra lá - e o link pra ele está ali do lado. Agora existem dois blogs que esta pessoa que vos fala escreve: este aqui, sobre tudo o que me dá na telha de escrever, e o Espelho Quebrado, que, como disse a Aninha, é mais mimimi, mais de dentro pra fora.
E por último mas não menos importante, estou pensando em mudar o nome deste blog aqui. Acho que Mapas do Acaso não se encaixa mais direito ao que eu quero pra ele. Então, qualquer sujestão, por favor, mande pelos comentários.
E se preparem que eu estou cheio de ideias, só falta executá-las.

sábado, 27 de junho de 2009

Banzo

Dizem que Casa não é exatamente onde você mora, o lugar, a construção, e sim um estado de espírito. Que, se você está bem consigo mesmo, não importa onde esteja, este lugar sempre será a sua casa. Tenho que discordar disso, em partes pelo menos: Casa, pra mim, é também o lugar - país, cidade, bairro, casa ou, sei lá, quarto - em que você tem aquilo que precisa pra se sentir bem consigo mesmo; o lugar onde você possa se sentir em casa.
Sinceramente, acho que encontrei este lugar. E talvez só tenha percebido quando deixei ele - só por um tempo, felizmente. Não que onde eu esteja agora seja o pior lugar do mundo ou, sequer, pior do que lá - todos os dois tem defeitos graves e pontos positivos distintos - mas o fato é que aqui eu não me sinto em casa.
Apesar de ter conhecido muita gente interessante, muita gente que agora gosto muito, aqui não é o meu lugar. Não é aqui que eu conseguiria viver a minha vida. E tudo gira em torno, principalmente, das pessoas que eu conheço lá: posso dizer que nunca vou ter amigos como tenho, esperando por mim, na minha casa. Difícil encontrar almas em sintonia tão fina com a minha - talvez até tenha encontrado algumas perdidas por aqui, que me deixariam feliz se estivessem lá, na minha casa. E até já tenho alguns nomes que poderiam trocar de lugar com eles.
O fato é que eu amo aquela cidade - e quem ama, não dá importância aos defeitos. É lá que eu me sinto bem. Eu adoro aquele céu cinza, aquele frio congelante - do clima e das gentes. Eu não consigo viver muito tempo longe, não sem doer o meu peito como se esmagado pelo pé de um ser humano por um peso insuportável. Eu amo as pessoas que vivem comigo lá, que estão sempre ao alcance das minhas mãos sempre que eu precisar.
E agora eu estou voltando. Não via a hora.


PS: Claro que existem aquelas pessoas que escolheram (de uma forma ou de outra) viver longe de lá. Mas se tratam de casos especiais. São aquele tipo de amigo que me faz feliz, me faz melhor, me dá força só de saber que eles existem. Por mais que cada um deles viva a milhares de quilômetros me mim, saber que eles existem já me traz alívio a alma.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sobre discussões, polêmicas e divergências

Eu sempre gostei de participar de discussões intermináveis - geralmente feitas na madrugada e/ou em bares - sobre quaisquer assuntos, especialmente os mais polêmicos. Tenho uma certa sorte por sempre ter a minha volta pessoas com as quais eu posso discutir tudo - de ciência a religião, de futebol a política - e que, felizmente, têm opiniões distintas da minha. Sinto um especial prazer em discutir sobre algum assunto que eu tenha opinião formada - o que não quer dizer, claro, estática e imutável - com alguém que tenha uma opinião radicalmente oposta à minha e que saiba argumentar a favor dela, e não simplesmente ataque a minha opinião - ou, pior ainda, ataque a minha pessoa em vez de discutir argumentos.
Como quem acompanha o blog deve ter percebido, quase todos os posts mais recentes de opinião sobre política e/ou ideologia que eu posto aqui, acaba saindo uma discussão um tanto acalorada nos comentários entre eu e o Balão, um estudantes de história da UFSC. Temos um amigo em comum - que é da minha cidade e estuda com ele - que, aliás, apresentou lhe apresentou o blog, justamente porque eu queria mesmo que houvesse uma discussão nos comentários. Não sabia eu que tão ferrenha, digamos assim. Mas, sinceramente, acho até melhor assim: discutir muito superficialmente não tem a mínima graça. Quanto mais dedo em riste e socos na mesa, melhor - desde que não passe disso, claro.
Temos visões de mundo opostas na maioria dos pontos: direita versus esquerda; reaça versus comuna. Visões que, na minha opinião - eu sempre tendo a acreditar que as pessoas são boas e que querem o melhor pra todo mundo até que elas me provem o contrário, o que talvez seja ingenuidade da minha parte -, no nosso caso, teriam o mesmo fim: um mundo melhor e mais justo. No que a gente difere, e muito, é o caminho que cada um acha o certo pra chegar lá. Talvez um dos dois esteja enganado, talvez nenhum. O mais provável, aliás, é que os dois estejam parcialmente enganados - o ideal seria um caminho do meio, com características dos dois lados, vai saber! Mas, no momento pelo menos, eu acredito em tudo aquilo que escrevi aqui. Se alguém me convencer do contrário, vou começar a escrever o oposto - mas sem apagar o que já foi dito.
Aliás, eu não me considero um reaça. Costumo brincar, dizendo que o sou, porque eu acredito em algumas coisas que certas pessoas julgam reacionárias - o que eu acho que não são. Não saio defendendo valores do passado, como se os bons tempos sejam aqueles que já passaram: acredito que o mundo está melhor do que antes e vai melhorar, aos poucos, cada vez mais. Acho até que por eu trabalhar com ciência é que eu não combino com reacionarismo (está certo isso?). Não se pode ser reacionário se você busca descobrir coisas novas. Sou direitista, sim. Mas não reacionário. E estou aberto a discussões sobre tudo isso. Tentem me convencer do contrário - mas já aviso, de antemão, que sou teimoso pra burro!
Como eu disse no começo deste texto, eu adoro discussões. E quanto mais polêmicas, melhor. Mas sempre evito deixar o assunto discutido e fazer ataques pessoais, como acredito que fiz nesse caso, com o Balão. E como reconheço que ele fez: atacou as minhas ideias, o meu texto - jamais a mim. Não tenho problema nenhum em conviver com pessoas com ideologia como a dele - aliás, tenho grandes amigos com ideias parecidas. Algumas vezes considerei bobagem o que ele disse e deixei claro - como espero que ele faça. Não concordo com a maioria das coisas que ele fala, mas (CLICHÊ ALERT!!!) defendo o direito dele falar - o que não quer dizer que não vou tentar convencê-lo do contrário.
Agora, respondendo diretamente ao Balão, não é uma questão pessoal e eu nunca quis nem tentei levar para este lado. Aliás, como você disse no seu último comentário, se você acabar criando um blog próprio, terá um comentarista frequente - mas já aviso que com comentários nos mesmos moldes que os teus aqui, ou seja, contestando o que eu achar que devo - e colocarei o link aqui do lado com prazer.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Brasil Imperial - Por que não?

Eu costumo dizer, em algumas ocasiões, que, se tudo acontecesse como eu quero, se tudo fosse como no mundo perfeito da minha imaginação, tudo estaria bem melhor e com bem pouco esforço de cada um. Um desses casos, o mais simples até, me ocorre sempre que eu almoço em algum shopping ou coisa que o valha: eu sempre levo a bandeja que eu usei pro lixo, apesar de quase todas as pessoas que estão comigo falarem que isso tira o emprego da mulher que pega as bandejas da mesa e leva pro lixo, etc e tal.
Mas, no meu mundo perfeito, tudo isso seguiria uma cadeia de acontecimentos que levaria a uma melhoria na vida de todo mundo: todo mundo deixaria de ser preguiçoso e levaria a bandeja até o lixo, separando muito bem o reciclável do não-reciclável, o que faria que o restaurante/shopping/whatever demitisse a - então - coitada da tia que faz isso. Devido ao fato de ter menos funcionários, o custo do restaurante diminuiria, o que levaria a uma diminuição do preço da comida. E com uma comida mais barata, nós, cabeçudos que não sabemos cozinhar e temos que comer fora todos os dias para sustentar as nossas silhuetas em forma - redondo é uma forma, ok? - iríamos economizar uma boa grana que, pessoas consumistas e a favor do sistema que somos, gastaríamos para comprar, por exemplo, um Iphone ou um videogame qualquer.
E é aí que entra a grande reviravolta do meu mundo perfeito! Lembram-se da coitada da Tia que limpava as bandejas e ficou sem emprego? Pois então, agora está lá, com um emprego melhor ainda devido a movimentação da economia causada por este simples ato de deixar de ser vagabundo e porco e levar a sua bandejinha e separar o lixo como uma pessoa civilizada com polegar opositor e encéfalo desenvolvido qualquer. Tudo isso funciona muito bem no meu mundo imaginário e só não funciona direito no mundo real por que as pessoas tem preguiça de carregar um pedaço de plástico por uns 20 metros até a lixeira. Mas tudo bem, nem sempre se pode ter tudo.

Mas por que eu estou falando sobre isso? Então, dei uma volta enorme dessas só pra falar de um assunto que me foi devolvido ao meu Mundo Perfeito por causa daquela tragédia do vôo 447 da Air France. Você sabe, todo mundo sabe o que aconteceu: o avião estava lá, viajando para a França todo lindo, serelepe e lotado quando uma nuvem malvada soltou um raio em cima dele, ou o controlador de velocidade feio parou de funcionar e ele foi ao chão. Ou melhor, ao mar. Coisa triste. Morreu muita gente razoavelmente importante: donos de empresas, executivos de alto escalão de multinacionais, etc. Mas um dos mortos foi dos que mais chamaram a atenção: o Príncipe do Brasil, Pedro Luís de Orleans, quarto da suposta linha sucessória do Império do Brasil. E, esses dias, quando minha irmã me perguntou sobre esta suposta linha de sucessão, foi que o assunto da Família Imperial do Brasil voltou à minha cabeça e eu resolvi que deveria escrever sobre isso.
Vamos lá: no meu Mundo Perfeito o Brasil seria uma Monarquia Parlamentarista. Eu sei que a ideia soa meio absurda nos dias de hoje, já que a República foi proclamada há 120 anos e a maioria dos países do mundo não tem mais reis, rainhas, príncipes e coisa e tal. Mas não faz muito tempo, em 1993, o Brasil teve a chance de voltar a ser um Império, como foi até 1889. Eu lembro vagamente - era uma pequena criança com 7 anos na época - de ter ido com o meu pai até a urna, para escolher entre Monarquia ou República e Presidencialismo ou Parlamentarismo. A Monarquia teve mais de 6 milhões de votos (cerca de 7% do total) e o Parlamentarismo, uns 16,5 milhões (18%, mais ou menos). Ah, se tudo fosse como o meu Mundo Perfeito.

Mas por quê, fio?
Eu definitivamente preciso de mais objetividade aqui no blog. Dei uma volta enorme e ainda não cheguei ao ponto que queria. Mas vamos a ele. Em partes, como preferia o nosso amigo Jack:
Por que Parlamentarismo? É simples. Todos os países desenvolvidos - exceção feita aos EUA - são parlamentaristas. E o são porque é a melhor opção, desde que se tenha um parlamento sério e instituições decentes, o que, infelizmente, não é exatamente o nosso caso. Parlamentarismo é um sistema de governo mais ágil, mais dinâmico. Apesar de não se votar diretamente em quem vai mandar no país (o Primeiro-Ministro), o povo escolhe o parlamento e, a maioria deste escolhe o Chefe de Governo. Se o cidadão fizer alguma cagada meio feia, vai pra fita na hora - não precisa de novas eleições - e um novo Primeiro-Ministro é eleito. Se o sujeito faz um bom trabalho, fica lá enquanto for bom nisso, o que pode durar vários anos (por exemplo, Margaret Thatcher ficou 11 anos no poder, na Inglaterra).
Por exemplo, no caso do mensalão - se é que existiria um caso assim num governo parlamentarista - o então Primeiro-Ministro Luís Inácio Lula da Silva iria pra vala na mesma hora, uma vez que a pressão contra o caso seria maior do que de fato foi, no mundo real. Num modelo de governo parlamentarista, o menor dos escândalos de corrupção é capaz de fazer o chefe de governo ser demitido na hora. E assim iria, até que fosse eleito um Premier decente.
E então, por que Monarquia, Gustavo? Porque o Primeiro-Ministro é só o Chefe de Governo, e não o Chefe de Estado. Ele "só" manda na bagaça, mas quem representa o galinheiro é o Presidente ou o Imperador/Rei/Príncipe. E, falando francamente, estamos, atualmente, muito mal representados. Temos um presidente que bate no peito, com orgulho, por não ter estudado ou que vai até a Turquia e confunte turcos com libaneses e diz que, no Brasil, turco tem fama de pão-duro - só pra citar dois exemplos. E, com uma monarquia parlamentarista, em vez de um cerumano como o nosso Apedeuta, teríamos alguém que foi educado e treinado a vida inteira para representar o país! E olha só que sorte a nossa: já temos até uma Família Imperial, que, desde a Proclamação da República segue as suas tradições para, um dia, se for preciso, voltar a reinar.
E agora você, pequeno gafanhoto, diria "mas seu cabeção, o Brasil teria que custear todos os gastos de uma família imperial! Seria muito dinheiro pra sustentar essa gente!" e eu respondo: sim, pequeno cabeçudinho. O Brasil até teria que sustentar a família imperial - que até hoje viveu muito bem sem precisar da gente. Mas o país já tem que sustentar toda a família do Presidente, com todos os seus gastos e cartões corporativos na nossa conta. Acabaria ficando na mesma. E, além do mais, o custo da família imperial era cerca de metade do salário do primeiro presidente da república - que só fez subir desde então.
E então, em vez do Príncipe Apedeutkoba de Banânia, teríamos o Imperador D. Luís Gastão de Orléans e Bragança do Brasil.

(Para saber mais sobre isso - já que tudo o que eu fiz foi expor a minha humilde opinião sobre o assunto -, basta procurar na Wikipedia mesmo sobre o período da monarquia no Brasil e sobre a Família Imperial Brasileira. Também existem alguns blogs bons sobre o assunto. Recomendo este aqui e principalmente o post de 5 de Fevereiro de 2008)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Oh, Cride! Fala pra mãe...

Pra começar o assunto, da Wikipedia: "O Teatro Mágico é um grupo musical brasileiro formado em 2003 na cidade de Osasco, São Paulo. O TM é um projeto que reúne elementos do circo, do teatro, da poesia, da música, da literatura e do cancioneiro popular tornando possível a junção de diferentes segmentos artísticos num mesmo espetáculo."
Ok, eu gosto d'O Teatro Mágico, das músicas deles. O show, então, é ótimo... até que o Fernando Anitelli resolvia abrir a boca e falar contra a "mídia", o mainstream, que seja. Eu lembro que o primeiro show que eu fui, o vocalista da banda incitou a platéia a xingar a resvista Veja, que tinha feito uma crítica sobre a banda (ou trupe, como ele gosta de chamar), que eles não gostaram. Quando o púplico rompeu em berros de "Ei, Veja! Vai tomar no cu!", eu, chocado - e meio enojado, até - vi a satisfação por trás da maquiagem de palhaço do Anitelli: ele tinha cumprido o que queria, bater no peito e dizer que não precisa da "mídia", da grande imprensa.
Eis que a banda lança o segundo CD, Segundo Ato. E, nele, existe uma música chamada Xanéu N 5 - que eu sempre pulo quando escuto o CD, aliás - em que este discurso contra a mídia, mainstream, whatever mira a televisão. Tem até um trecho da música em que uma pessoa qualquer fala, com barulhos de fundo, como se ele estivessa dando uma entrevista no meio da rua: "Pô tô cansado de toda essa merda que eles mostram na televisão todo dia mano, não aguento mais, é foda!" (sic). Justamente quando O Teatro Mágico começa a aparecer com mais frequência na TV.
Mas não era sobre O Teatro Mágico que eu queria escrever - embora a inspiração tenha vindo desta música. Era sobre TV mesmo. Ou melhor, sobre as pessoas que reclamam dos programas de televisão mas não a desligam. Aquelas pessoas que falam mal de tudo o que passa na televisão mas assistem, vidradas, por horas a fio todos os dias. 
Eu não sou o maior fã de televisão, não. Costumo dizer que TV, na minha casa, só serve pra ligar o videogame ou o DVD. De vez em quando, pra ver esportes ou algum programa muito bom. Mas também não tenho problema algum em ligar a TV de vez em quando pra relaxar, pra desligar um pouco o cérebro e me divertir sem usar ele. Porque, na minha opinião, é pra isso que a TV serve: diversão. Se você quer aumentar a sua cultura, vai ler um livro, por exemplo. Deixa a TV pra quando você não quiser pensar.
Eu não nego que a qualidade dos programas da televisão brasileira está sofrível. Claro que sim: basta assistir 5 minutos de Zorra Total ou qualquer programa de domingo à tarde. Mas isso só reflete a "qualidade" cultural do povo brasileiro. Estes programas só existem porque tem quem assista, porque tem quem goste deles. Se todo mundo desligasse a tv durante estes programas, ninguém iria anunciar neles e o programa acabaria. Só não acaba, porque tem gente - e muita - que gosta.
Portanto, a TV brasileira só vai melhorar quando o povo quiser coisas melhores, quando o humor apelativo Zorra Total não fizer mais sucesso. Não vai adiantar em nada tentar impor programas melhores na TV, tentando melhorar o telespectador. Aí, sim, ele desliga a TV e vai fazer qualquer outra coisa. O que se poderia fazer era o contrário: melhorar o telespectador para, então, melhorar a TV - embora eu não ache que seja uma boa. Como eu já disse, TV é diversão. Quer cultura, leia um livro, por exemplo.
Mas o pior de tudo, pra mim, é quem critica a TV só pra parecer intelectual, culto ou seja lá o que for. Parece que está na moda jogar pedras no que essas pessoas chamam de "mídia" ou "grande mídia": e, nesses casos, sempre sobra pra Globo e (fugindo um pouco do assunto) pra Veja - como no caso citado lá na introdução. Parece que, pra você ser aceito como pessoa culta, tem que desprezar tudo o que tem uma grande influência, tudo o que chega a um grande número de pessoas.
E é muito fácil falar da TV na frente dos outros e, em casa, assistir tudo aquilo que diz desprezar. Ou, como no caso d'O Teatro Mágico, xingar a TV enquanto aparece nela pra ganhar dinheiro.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Brilho de Mil Sóis

Se somarmos o arsenal atômico de todos os países, chegaremos a um número de bombas capazes de destruir o mundo inteiro algumas vezes. No auge da Guerra Fria, o número de vezes que este planetinha viraria pó era de 150, mas ocorreu uma desnuclearização no mundo inteiro e esse potencial diminuiu bastante - mais ainda é suficiente pra nos levar à extinção. Basta que algum maluco mal-intencionado ou alguém estúpido o suficiente (ou ambos) aperte o primeiro botão vermelho que geraria uma reação em cadeia em escala mundial e nós poderíamos dar adeus a este monte de rocha que gira ao redor de uma pequena estrela amarela no lado sem graça do universo.
E agora, ao que tudo indica, já temos o primeiro maluco e/ou idiota para nos fazer esse favor. Como sabemos, a Coreia do Norte realizou esses dias o seu segundo teste nuclear, que gerou uma reação de repúdio global - até da sua aliada, a China. Reação esta que só fez o governo norte-coreano aumentar ainda mais o tom das suas ameaças. A Coreia do Norte tem foguetes capazes de evar uma bomba atômica até alvos na Coreia do Sul, Japão (ambos aliados dos EUA) e até no Alaska. 
E, caso o Chico César coreano resolva detonar uma bomba em algum desses lugares, muito provavelmente vai receber algumas em resposta. Se os EUA, então, jogarem uma bomba na Coreia do Norte, há a possibilidade da China ou da Rússia responderem. E daí pra frente é uma reação em cadeia e ninguém sabe onde pode parar.
Outra possibilidade é o Irã (governado por outro maluco e/ou idiota suficiente pra isso) conseguir, como querem há tempos, desenvolver uma bomba e atirá-la no seu alvo preferido: Israel. E aí repete-se tudo o que foi dito acima. Um ataca o outro, que ataca o um de volta, que faz com que um terceiro não goste da ideia e resolva atacar também e no fim ninguém sabe por que tá lançando bombas mas está lá, num frenesi (nunca pensei que iria usar essa palavra em um texto), numa catarse frenética e destruidora que nos levará à extinção. Ou quase. E, pois, devemos estar preparados para tentar sobreviver, caso alguém, por falta do que fazer, resolva jogar uma dessas aqui.

"Estrela que caiu do céu sobre a terra" (Apocalipse, 8:10)
Aqui no Brasil, nesses casos, podemos dizer que temos sorte. Só vai sobrar uma bomba atômica pra cá quando o mundo já estiver um caos, quando todo mundo que tem uma bomba dessas jogar em todo mundo que também tem. Aí é que vão se lembrar da gente - se ainda tiver gente pra lembrar. Portanto, assim que começar a chover ogivas nucleares pelo mundo, comece a se preparar! Ache um porão, um abrigo improvisado ou qualquer lugar que fique sob o solo. Se possível, longe da civilização - ninguém vai jogar uma bomba no mato. Guarde nele comida e água suficientes para, pelo menos, 3 dias - se possível, mais de uma semana. Isole o lugar, usando fita adesiva ou plástico preto: cada fresta de portas e janelas deve ser tapada. Tenha sempre uma geladeira antiga - de preferencia, revestida de chumbo - por perto: você nunca sabe quando vai precisar de uma.
Assim que acontecer a explosão da bomba - que será facilmente notada pelo clarão que ela produz - esconda-se no seu abrigo. Não olhe, de jeito nenhum para a explosão - você não vai querer ficar cego justamente numa hora dessas! Caso não seja possível, esconda-se em qualquer lugar abaixo do solo: metrô, porão, esgoto ou até mesmo um buraco no chão, fundo o suficiente. Mas seja rápido, que o espaço entre a explosão e as ondas de choque é curtíssimo: cerca de 3 segundos. Se isso não for possível, faça como o velho Indy fez: entre na sua geladeira e sobreviva, mesmo sendo arremessado por alguns quilômetros. Se proteja dos ventos fortes causados pela explosão e dos objetos que vão estar voando para todos os lados.
Espere uns dois minutos nesse abrigo improvisado, o tempo suficiente para que as ondas de choque passem por você. Quando tudo estiver mais calmo, corra! Corra como se o diabo, o Cramunhão, o Coisa-ruim em pessoa estivesse atrás de você! Vá o mais rápido que você puder para o seu abrigo e chegando lá tire todas as suas roupas (uhul!), porque elas estarão contaminadas. Improvisse uma descontaminação - rápida! Tudo tem que ser feito o mais rápido possível numa situação dessas! - usando água, sabão e, se tiver por perto, uma vassoura ou qualquer outra coisa pra se esfregar. 

"E houve relâmpagos, estrondos, trovões, um tremor de terra e uma tempestade de granizo" (Apocalipse, 11:19)
Mesmo depois de sobreviver à explosão da bomba, ainda há muito o que se preocupar: durante cerca de três dias irá cair sobre a região a chamada Chuva Radioativa. Fique no abrigo que você preparou, evite ao máximo sair ou sequer abrir portas ou janelas, porque tudo lá fora vai estar contaminado. Caso você tenha se preparado de verdade para isso, você terá roupas antirradiação - que podem ser compradas nas melhores lojas do ramo - e poderá sair. Mas, mesmo assim, só saia se for estritamente necessário! E jamais beba a água ou coma qualquer coisa que esteja no exterior do seu abrigo se não quiser ter uma morte lenta e dolorosa.

"Ele é que há-de governar todas as nações com cetro de ferro." (Apocalipse, 12:5)
Após a explosão e ter se protegido da chuva radioativa, não há muito o que possa ser feito, a não ser esperar por alguma ação governamental ou algo que assuma esta posição. Caso ainda exista um governo estabelecido, este deve estar distribuindo comida e água não contaminadas a todos os sobreviventes da tragédia e também pílulas de Iodeto de Potássio, que ajudam a evitar o aparecimento de câncer de tireoide. Entre em contato com familiares ou amigos que moram em outras cidades, porque você vai precisar de um lugar para morar. Junte tudo o que te sobrou - o que não será difícil, já que não deve ter sobrado muita coisa - e saia o mais rápido possível da região atingida.


PS: só por curiosidade, resolvi usar o Ground Zero para prever os danos causados por uma bomba de 21kt (igual a que atingiu Nagasaki) em Curitiba. Se o alvo fosse o Centro Politécnico da UFPR - um grande centro de alta tecnologia reconhecido internacionalmente -, eu provavelmente sobreviveria se estivesse na minha casa.
A conclusão que podemos chegar? Preciso trabalhar menos!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Coreia do Norte: O Louco e a Bomba

Uma das coisas que eu acho meio absurdas - e que, de certa forma refletem o modo de pensar do brasileiro - são os sites de notícias, como o globo.com, darem mais destaque a assuntos irrelevantes - bobos, até - em vez de dar destaque ao que importa realmente.
No caso de hoje, eu sofri pra achar notícias sobre o teste nuclear que a Coreia do Norte realizou (já entro no assunto, depois dessa introdução) porque o site dá um maior destaque à "arte" que abelhas fazem com ajuda de moldes ou para um divã de couro para o seu cachorrinho. Lamentável.

Mas chego no assunto que eu queria tratar aqui. Eu realmente fiquei assustado quando a apresentadora do Jornal da Globo, com uma voz mais séria e com um silêncio ao fundo maior que o habitual, falou que a Coreia do Norte tinha realizado um teste de uma bomba nuclear. Assim, sem maiores informações - era apenas uma chamada da notícia que, obviamente, iria ao ar no fim do jornal. Abro correndo os meus sites de notícia preferidos e - com uma certa dificuldade inicial explicada anteriormente - leio tudo o que foi publicado sobre o fato. Vamos lá.
A Coreia do Norte, desrespeitando tratados que tinha assinado com alguns países (como Rússia, China, Japão, EUA) fez o seu segundo teste nuclear. O outro foi a 4 anos e gerou a busca de acordos desses países com a Coreia do Norte. Segundo os sites de notícia, o país tem tecnologia suficiente para jogar essas bombas - com capacidade para destruir uma cidade -, atualmente, no Japão e na Coreia do Norte e quase consegue chegar até o Havaí. E, dizem os especialistas, do Havaí pros EUA propriamente ditos, é um pulo. E isso me deixou mais assustado que a voz séria da apresentadora do Jornal da Globo.
Tudo bem, eu sei que o poderio das bombas atômicas que existem no mundo é tal que elas podem destruir o mundo inteiro um quintilhão de vezes antes que eu consiga falar "indubtavelmente" três vezes bem rápido sem gagejar. Mas, querendo ou não, a maioria delas estão em poder de governos razoavelmente lúcidos, que não teriam coragem de apertar o botão vermelho (eu sempre imagino o "gatilho" dessas bombas com um botão vermelho dentro de uma proteção de vidro). Os menos lúcidos que têm eram até agora a Índia e o Paquistão que, acho eu, nunca usariam um contra o outro porque a briga deles é pela Caxemira - e nenhum país em sã consciência detonaria uma bomba atômica em um território que pretende ocupar.
Mas agora o caso é diferente. A Coreia do Norte é um país miserável, governado por um louco homicida. A economia do país só sobrevive por causa da ajuda internacional - que foi ameaçada de interrupção justamente devido à pretenção nuclear de Pyongyang. E agora, este maluco que governa o país testa uma bomba atômica como quem diz "se vocês não me ajudarem, olha só o que eu jogo em vocês". É mais ou menos aquela história do "Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando. Mas eu estou pedindo" - quer dizer que, se eu não fizer o que você tá pedindo, vai roubar e matar?
Mas fugi do tema, como sempre. Volto: agora o mundo tem um maluco homicida com uma bomba atômica. E, dizem, que o Irã - outro país comandado por um maluco, desta vez fundamentalista - pode estar fazendo a sua também. E nada impede que eles a usem, o Irã contra Israel e a Coreia do Norte contra a Coreia do Sul ou o Japão - todos eles aliados e "protegidos" dos EUA. E daí pra uma Guerra Nuclear é rapidinho.
O que a gente pode esperar é que alguém - EUA, Europa, ONU (duvido), ou o próprio povo da Coreia do Norte (duvido mais ainda) - consiga parar esse maluco. Esse e todos os que têm as mesmas pretenções dele. Porque senão a coisa começa a ficar cada vez mais perigosa pra todo mundo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Réplica e a Tréplica

Recebi uns comentários no post anterior que eu acho que fazem necessário que eu responda, explicando-me onde talvez não tenha sido claro e expondo o meu ponto de vista sobre algumas das coisas que ele falou. Vou respondendo conforme as questões aparecem. Em vermelho, o comentário dele. Em azul, eu.

Primeiro, a questão do mochilão eu acho bastante interessante, entendo que você queira viajar com certo conforto e não o condeno por isso, porém o fato de existirem mochileiros é pela experiência e o aprendizado que pode-se ter vivenciando diversas culturas na pele. Isso, sem comprá-la em uma loja ou vivenciá-la num lugar virtual como hotel ou restaurante. Porém, apesar de pensar assim, concordo que exista certo modismo de se fazer estas viagens pelo simples fato de um dia Che Guevara ter feito o mesmo, mas ainda assim não condeno estas pessoas.
Eu acho que não é preciso jogar uma mochila nas costas e sair por aí pedindo carona e dormir em albergues para vivenciar "diversas culturas na pele". Não entendo a necessidade de se evitar um hotel para isto, se, na minha opinião, você não vivencia uma cultura enquanto dorme. Acredito, também, que não há o que se aprender quando se priva deliberadamente de algum conforto ou item que você julga necessário - sabendo que quando voltar para casa, terá tudo isso de novo - exceto, talvez, que se aprendar a dar valor àquilo que tem. Mas para isso, um blackout é mais fácil e, talvez, mais didático ainda.

Segundo, quanto a questão das fotografias da miséria. Concordo que existe um abuso da imagem da pobreza e não vou repetir argumentos que você usou no texto, mas existem trabalhos sérios de fotógrafos que trabalham com a questão da miséria e da fome por um propósito maior. Eles têm um objetivo, o de chamar atenção para estas pessoas que sofrem em inúmeros lugares do mundo, muitos sem comida, lugar para morar, sem as condições mínimas de subsistência. Só para citar um fotografo que faça o que eu estou defendendo, procure por Sebastião Salgado. Se você realmente não é “insensível a pobreza” deveria entender que para se sensibilizar com a pobreza deve-se primeiro conhecê-la.
Eu não disse que não exista boa intenção por trás disso tudo. Só disse que os resultados que surtem são mínimos - exceto para o fotógrafo, que alcança fama e dinheiro. Ele pode muito bem estar fazendo isto com a intenção de melhorar a vida das pessoas que está fotografando, mas a única vida que consegue melhorar, geralmente, é a própria. Outra coisa, é possível conhecer a pobreza simplesmente botando o pé pra fora de casa. Aliás, acho mais importante se preocupar com os problemas do seu bairro, cidade, país do que problemas distantes. Problemas que, aliás, são bem mais difícies de resolver. Eu acredito que se cada um procurasse resolver os seus problemas e os que estão a sua volta - e não tentar abraçar o mundo e resolver todos os males da humanidade - o mundo já estaria bem melhor.

Próximo ponto, este bem rápido, Reinaldo Azevedo não é nome para tratar disso tudo. O cara defende o direito de se ter preconceitos, além de inúmeras outras coisas as quais são absurdas.
Eu acompanho o blog do Reinaldo Azevedo há pelo menos 3 anos e nunca vi qualquer defesa ao "direito de se ter preconceitos" nos textos dele. Me mostre um - só um - texto em que ele defende isso. E não vale trechos, porque é muito fácil mudar o sentido de uma frase simplesmente tirando-a do se contexto.

Falta de capitalismo na América-Latina, isto é balela. O capitalismo teve sua primeira fase no Mercantilismo, onde o acumulo de riquezas se deva pela troca de mercadorias, ou seja, o comércio. Assim países europeus saíram mundo a fora para buscar mercados consumidores e produtos para vender. Aqui no Brasil, você deve saber disto, portugueses exploraram nossas riquezas e nada investiram em nosso país. Esta exploração foi feita com mão-de-obra escrava em um primeiro momento e depois através de mãos de trabalhadores. Nesse momento o capitalismo não estava instalado no Brasil e em quase lugar nenhum da América Latina, porém eram explorados com o objetivo de acumulo de capital, explorados pelo capitalismo em seu formato mercantil. Eu poderia continuar o resgate histórico, mas acho que não é o objetivo. 
O capitalismo existe na América Latina, ainda com seu papel de países subdesenvolvidos, onde não muda muito para a questão das colônias, pois em geral produz-se aqui a matéria-prima para outros países. A dinâmica continua muito parecida, a riqueza aqui produzida pouco reverte-se para os latino americanos, ela em geral vai para multi-nacionais que levam esta riqueza para investimentos para outros locais.
(...)
Pra não me alongar muito na questão do capitalismo, te faço uma pergunta, o que você entende por capitalismo em sua plenitude?
Quando você disse que, quando o Brasil (e a América Latina) era colônia, não existia capitalismo por aqui. E agora você diz que pouca coisa mudou, que podemos continuar a nos considerar colônias... Entendeu onde eu quero chegar?

Não se trata de quem não esta na miséria deva se sentir culpado pela pobreza, seja ela no local que for, mas apenas como você mesmo sitou, se sensibilize com estas questões e faça alguma coisa para mudar este sistema cruel, onde poucos têm muito e muitos tem pouco. Sabe quantos brasileiros tem acesso ao ensino superior? Um pouco mais de 3%. Você acha isto justo?
Você sabe o que aconteceria se uma maior parte dos brasileiros tivessem curso universitário? Teríamos lixeiros, garis, vendedores, empregados domésticos (não querendo desmerecer estas profissões) com diploma universitário. Uma universalização da universidade (gostei disso!) não geraria igualdade nenhuma. Aliás, só pra tomar um exemplo, na Alemanha - famosa pelas políticas de bem-estar social - esta porcentagem é menor ainda, cerca de 2,6%.

Depois disso, você falou na questão do mérito de sua família te dar melhores condições e as contrapôs as cotas. Porém, se fosse uma questão de mérito (falo aqui do vestibular) todos sairiam de condições iguais e teria o direito a vaga aquele que a conquistasse por seu mérito. Mas como pode alguém que tem condições melhores de estudo e vida competir com outra pessoa que saiu de uma família onde o pai trabalha na fábrica e a mãe é doméstica? Descabido é você dizer “quero que eles tenham as mesmas oportunidades que eu” e achar que passar no vestibular (entre outras coisas) é apenas uma questão de mérito.
Apesar de ser injusto, o vestibular ainda é, infelizmente, o modo mais justo de se determinar quem vai entrar ou não numa universidade. É possível (embora mais difícil) para alguém egresso de escolas públicas conseguir entrar em uma boa universidade, em um bom curso. E não são raros os casos. Agora, dizer que as cotas tornam o vestibular mais justo é ignorância ou mau-caratismo. Não se pode tentar tornar as coisas mais justas através de injustiças, você não pode tornar as coisas iguais através de desigualdades.

”Não posso concordar que o povo-símbolo do lugar que eu vivo seja miserável (...) Quero que a nossa imagem seja o que de melhor existe aqui: nossas praias, florestas, rios, montanhas e belezas que não existem em nenhum outro lugar do mundo.” Quanto a este parágrafo, pois se você quer que não seja assim, faça alguma coisa para isso mudar e não tente camuflar com modelos de sociedade. A pobreza aqui existe e pode ser que no Brasil o nativo não seja a maioria (pois a maioria morreu), mas em muitos países, como a Bolívia, este povo é grande maioria e são eles que impõem a grande parte dos trabalhadores. Este teu discurso de querer que o país tenha a imagem de um povo que dá certo, é o mesmo discurso da Ditadura, pense nisso!
Qual o problema de eu querer que a imagem que o meu país tenha não seja a de um povo derrotado, miserável e ignorante?  Se esse é o discurso da Ditadura, então é um dos poucos (talvez único) pontos em que ela acertou. E eu não concordo, em absoluto, com os métodos da ditadura - de qualquer ditadura, da brasileira, do nazismo, do fascismo, da ditadura dos irmãos Fidel, da chinesa ou da ditadura (sim!) do Chavez. Nenhuma delas tem um pingo da minha simpatia.

Quanto a “se orgulhar de seus erros”, não entendi. Me mostre onde isto acontece? Quem se orgulha de sermos uma nação subdesenvolvida, explorada, com grande disparidade social?
Não precisa ir muito longe, não. Basta mostrar o orgulho em que militantes da esquerda em geral olham o "povo sofrido"do nordeste. E do orgulho que o nosso (infelizmente) presidente tem de não ter estudo, por exemplo. E não me venha dizer que ele não teve oportunidade. Ele não teve quando criança, quando estava na idade escolar, infelizemente. Mas teve - e muita - enquanto era um candidato profissional à presidência. E nada fez.

Bom, não é tudo, mas pelo menos por enquanto é isso. Tenho consciência de que não é o suficiente para você entender o outro lado da história, mas qualquer coisa eu gosto de um debate. 
Como "não é o suficiente pra você entender o outro lado da história"? Eu entendo. E não concordo com ele. Simples assim.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

América Latina: Mochila e Culpa

Esses dias, conversando com a Raquel, ela - devido a fatores que não me cabe aqui falar - tocou no assunto de mochileiros da América Latina. Tenho que admitir que eu não entendi de imediato o que ela queria falar com isso e falei que achava legal sair por aí viajando, conhecer lugares legais e que a América Latina tem muitos lugares muito interessantes, bonitos e que eu queria conhecer. Na verdade, eu disse, que o que eu queria fazer era mais ou menos como um tio meu fez: comprou um motorhome e foi até o sul do Chile, passando por várias cidades do sul do Brasil, da Argentina e do próprio Chile. Mas que eu queria ir além disso, conhecer vários outros lugares mais ao norte e, lógico, queria um motorhome mais equipado tecnologicamente (e nerdicamente) falando: precisaria de, pelo menos, vários gadgets e - o mais importante - acesso à internet. 
Mas então ela me explicou exatamente que estava falando era daqueles mochileiros à Che Guevara, diários da motocicleta e coisa e tal. Aquela coisa de viajar de pau-de-arara (ou os seus análogos latinos), dormir ao relento, usar roupas de tocador de flauta peruano e tirar fotos de criancinhas pobres bolivianas, monumentos de homenagem ao Che e tudo o que demonstre uma pobreza - tanto econômica quanto idológica. Tudo isso pra depois colocar as fotos no orkut e mostrar pra galera, como se em vez de um país, tivesse visitado um zoológico.
E tive que concordar que isto não era algo que eu queria para a minha vida, que achava errado e, pra mim, parecia uma certa exploração da miséria alheia. E tão útil - e bem menos bonito - quanto os protestos do PETA, em que mulheres tiram a roupa contra os maus-tratos aos animais. E quando eu digo útil, é no sentido de uma falta de propósito, de desnecessariedade (acho que acabei de criar um neologismo) do ato em si - no exemplo, os protestos do PETA, ninguém presta atenção no que elas estão querendo dizer.
Mas volto ao assunto: não estou aqui dizendo que sou insensível à pobreza que existe na América Latina (e no mundo todo) e que deveríamos escondê-la, evitá-la ou ignorá-la; acho que é importante que a gente saiba que isto existe e a sua extensão, para justamente tentar fazer com que deixe de existir - ou, pelo menos, minimizá-la ao máximo. Mas mesmo assim - e talvez por isso mesmo - eu sou contra esta exposição sem sentido que este tipo de mochileiro (e, neste caso, também incluo aqui aqueles fotógrafos que viajam o mundo inteiro tirando fotos de pessoas pobres) faz desta pobreza, da miséria e da dificuldade que esta gente passa. Parecem estar sempre a tentar nos passar que aquilo que estão vendo é tudo culpa do capitalismo-selvagem e da sociedade judaico-cristã-ocidental-branca-de-olhos-azuis.
E não é! Neste ponto, concordo com o Reinaldo Azevedo, que sempre diz que a culpa da miséria de certos lugares não é do capitalismo, como insistem em dizer, e sim da falta de capitalismo. Estes lugares estão assim devido justamente ao fato que o capitalismo não chegou lá em sua plenitude. E grande parte da culpa disso é dos heróis desses mesmos mochileiros: Che Guevara, Fidel, Chavez, Morales, Lula e tantos outros. E tudo porque esta gente precisa de um povo na miséria e que os que não estão nela se sintam culpados. Isso explica porque este tipo de esquerda só existe em países pobres.
Mas eu me recuso a me sentir culpado pela miséria desta gente. Não é porque eu - devido a inúmeros fatores, seja porque os meus pais (e os pais deles, e por aí vai...) trabalharam e ganharam dinheiro suficiente para poder me dar boas condições, seja porque eu me virei e consegui ter uma vida melhor - tenho melhores condições que eles, quer dizer que eu tirei o dinheiro ou a oportunidade deles. Me recuso a me sentir culpado, mas não quero que isto continue assim: quero que eles tenham as mesmas oportunidades que eu, sem nenhuma compensação descabida para qualquer um dos lados - como cotas ou coisa que o valha.
E também me recuso a aceitar que estas pessoas que são o verdadeiro povo latino americado, que são eles que carregam a verdadeira cultura e imagem da América Latina. Não são! Não posso concordar que o povo-símbolo do lugar que eu vivo seja miserável, sem oportunidades e sem condições de melhorar de situação. Eu quero que a imagem do Brasil, da América Latina, do mundo, seja a de um povo que dá certo, de pessoas que conseguem ir para frente, fazer o melhor. Quero que a nossa imagem seja o que de melhor existe aqui: nossas praias, florestas, rios, montanhas e belezas que não existem em nenhum outro lugar do mundo. Nossas cidades, São Paulo, Curitiba, Buenos Aires, Brasília, Santiago, e muitas outras, com suas singulariedades, imperfeições e, claro,  o que elas têm de melhor. De nossa cultura: grandes civilizações existiram por estas bandas da América Latina e, no Brasil, a cultura de várias raças, credos e origens que se misturou como em nenhum outro lugar do mundo.
Como em qualquer lugar do mundo, aqui tem coisas boas e ruins. Mas enquanto os outros tentam valorizar as boas, por aqui parece que o que vale mesmo é o que a gente tem de pior, de mais miserável. Parece que, por aqui, quem conseguiu dar certo, quem conseguiu uma boa condição de vida tem que pedir desculpas por isso. 
Este canto do mundo é o único que parece se orgulhar dos seus erros e não dos seus acertos.

sábado, 9 de maio de 2009

Top 10 Internacional, parte II

05 - Natalie Portman

Vai dizer que não é a israelita mais linda que você já viu na vida? Além de ser linda - como não esquecer dela como Padmé, com aquela roupa branca (pausa para ficar olhando pro nada com cara de bobo...) ou em A Outra (inveja do Eric Bana), ela ainda é foda! Ela fez psicologia em Harvard(!!) e fala inglês, hebraico, alemão e francês (ela falando francês deve ser lindo). O único defeito dela é insistir em ficar com o cabelo curto, o que estraga um pouco.




04 - Scarlett Johansson


A Rainha do Mojo! Ela talvez não seja tão bonita quanto as outras presentes nesse top 10 mas, inegavelmente, ela é uma das mais atraentes. Ela conseguiria deixar qualquer homem babando por ela com um simples olhar - todo filme que ela faz, ela consegue acabar com a vida dos personagens masculinos mais próximos. Como esquecer a cena, em Ele Não Está Tão Afim de Você (quem não viu, recomendo!), em que ela pula pelada na piscina?




03 - Elisha Cuthbert

A filha do Jack Bauer. E, por isso, serei mais respeitoso do que planejava. Mas posso dizer que ela subiu várias posições nesse top 10 porque recentemente eu assisti - de novo - o filme Show de Vizinha. E ela está simplesmente sensacional nesse filme. A cena em que ela chega na casa dos dois outros piás, toda molhadinha (uhul!!) é simplesmente demais. Meu coração deve ter parado de bater durante aquela cena.




02 - Megan Fox


Como muito bem definiu um amigo meu, "a Megan Fox tem uma cara de piranha... mas uma piranha com que eu me casava na hora!" Ela é absurdamente linda, absolutamente foda! Desde que a vi em Transformers - naquela cena em que ela vai ver o motor do BubbleBee, principalmente -, eu (e 99% dos homens do mundo) se apaixonou instantaneamente. Ela é uma mulher que eu apresentava pra mamãe na hora e casava no dia seguinte. Fácil assim.




01 - Kate Beckinsale


A grande campeã do meu Top 10. Ela é linda demais, de um jeito quase irreal. E, sem dúvida, fez alguns filmes que a ajudaram a alcançar esta primeira posição: os dois primeiros Anjos da Noite, em que ela aparece com uma roupa de couro embalada a vácuo durante o filme inteiro - e foi muito mal substituída nesse último -, Van Helsing, que, do mesmo jeito que Anjos da Noite, ela aparece com uma roupa apertada - mas dessa vez eu achei ainda melhor -, e, por último mas, pra mim, mais importante, Click! Sim, aquele filme do Adam Sandler. Ela está simplesmente maravilhosa nesse filme, principalmente a parte em que ela aparece fantasiada de Pocahontas (ou algo parecido). Se eu já tinha uma séria queda por ela, quando assisti esse filme, me apaixonei de vez!


Menção Honrosa: Andrea Corr

Ela é linda, canta muito bem e tem um jeitinho todo perfeito, que dá vontade de pegar ela pra cuidar pra que ninguém machuque ela. Não sei, ela me faz ter uma vontade de proteger ela de tudo de ruim. Mas, infelizmente, só podiam ter 10 nessa lista (e eu já extrapolei e coloquei duas empatadas no décimo lugar). Então, pra que ela não fique triste, achando que eu esqueci, aqui está ela. Andrea Corr.