sábado, 29 de novembro de 2008

SOS SC

Bom, mudando um pouco o foco do blog, é hora de fazer um post sobre coisa séria, pra variar um pouco:

Nessas horas em que o mundo parece que tá acabando em alguns lugares, como acontece com Santa Catarina desde semana passada, é que eu acho que todo mundo deve se esquecer dos seus problemas (que então parecem pequenos demais), parar de tentar descobrir de quem é a culpa para fazer algo útil para as outras pessoas.
Através do Quem Matou a Tangerina?, blog do qual eu sou leitor há algum tempo, soube de uma campanha que está rolando na blogosfera, de iniciativa do Papo de Homem e do Alles Blau, que está fazendo uma ótima cobertura sobre a catástrofe.
É o seguinte: cada um se compromete a doar R$100,00 para o Fundo Estadual da Defesa Civil de Santa Catarina e indica mais 4 pessoas a fazer a doação também. Eu não fui indicado, mas me senti quase na obrigação de participar: sou de Santa Catarina também, tenho parentes e amigos morando na região atingida e eu, de certa forma, sei o que é viver em uma região que sofre com enchentes.
Pra quem não sabe, eu sou de Rio Negro/Mafra e algumas vezes o rio que dá nome à cidade já encheu e, felizmente, nunca atingiu a minha casa. Mas mesmo assim, em uma vez já vi o rio chegar muito perto da casa que eu morava na época. E, definitivamente, não é uma sensação que você desejaria pra alguém.
Além disso, tenho acompanhado de perto a situação de lá. Através de amigos, parentes e pelos sites de notícias (principalmente o clickrbs, que está fazendo uma cobertura sobre a tragédia). Tragédia esta que atingiu a todos, sem distinção: ricos, pobres, crianças, adultos, homens, mulheres... E alguns casos que chocam e nos fazem sentir impotentes, a exemplo deste trecho, retirado do Blog do Reinaldo Azevedo:
“No domingo 23, o operário André Oliveira, de 29 anos, deixou a família na casa de um parente, no município de Gaspar, e foi ao mercado. A poucos passos do portão, ouviu um estrondo. Ao olhar para trás, viu a mulher na varanda e os filhos no quintal. "Saiam daí", gritou. Não deu tempo. O morro próximo veio abaixo soterrando, além da sua casa, uma dezena de outras. Oliveira ainda ouviu o choro da filha de 3 anos, Ester. Tentou tirá-la dos escombros, mas dois novos desabamentos se sucederam. Quando resgatou os corpos, viu que sua mulher morrera abraçada à menina.”
Um perda dessas não tem como curar. O que nos basta pra fazer é tentar remediar os prejuízos materiais e tentar fazer com que as pessoas que perderam tudo ou quase tudo com esse desastre possam voltar a ter uma vida parecida com a que tinham antes.


Então. A minha doação eu já fiz e passo pra frente pra todos os blogueiros que eu conheço pessoalmente:


Segue o passo a passo, feito pelo Gulherme Nascimento Valadares, do Papo de Homem:

1. Fez seu post, doa R$100 - deixa de ser mão de vaca, é R$100 mesmo, imagina se fosse você que tivesse perdido tudo. Se o seu amigo for universitário quebrado e chorão, aí sim deixa doar R$50. Só não deixa ficar de fora.

2. Chama mais 4. Se eles fizerem corpo mole, pode chamar os caras de imbecis. Todo mundo tem grana pro bar, pra balada, pra comprar porcaria. Não adianta vir com papo de biba.

3. Linka o Alles Blau, que vai catalogar todos os participantes.


As contas para as doações são as seguintes:
Banco do Brasil: agência 3582-3, conta corrente 80.000-7
Besc: agência 068-0, conta corrente 80.000-0
Bradesco: agência 0348-4, conta corrente 160.000-1
Caixa Econômica Federal: agência 1877, operação 006, conta 80.000-8
Itaú: agência 0289, conta corrente 69971-2
O depósito para as contas deve ser creditado ao Fundo Estadual de Defesa Civil-Doações. O CNPJ da Defesa Civil é 04.426.883/0001-57

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sobre a (im)perfeição

Parafraseando o Poeta (e já pedindo desculpas por isto), as muito perfeitas que me perdoem, mas algum defeitinho é fundamental. É preciso que exista, por menor que seja, um defeito, uma pequena imperfeição que faça todo o resto parecer ainda mais belo. Uma mulher perfeita e, em absoluto, sem quaisquer defeitos aparentes, como uma boneca de porcelana, chama a atenção num primeiro momento mas logo perde o encanto. São os defeitos que nos fazem não conseguir parar de olhá-la.
Uma pequena cicatriz no joelho, uma marquinha no rosto chamam a atenção e criam um contraponto com a beleza dela, acentuando-a. Uma timidez bem medida, assim como um leve ar de tristeza, só a coloca em uma aura de fragilidade aparente, e nos faz querer cuidar dela, mimá-la, protegê-la de todo o mal que existe no mundo. Olhos um pouco grandes ou pequenos, uma mania de fazer caretas em horas inoportunas, um nariz um pouco mais arrebitado que o normal...
E sardas... Ah, as sardas! Não há nada mais bonito do que algumas sardas na região das bochechas e nariz. Nunca consegui entender por que as mulheres teimam tanto em escondê-las. Nada consegue deixar um rosto tão perfeito (em especial nas ruivas) quanto um tantinho de sardas espalhadas em baixo dos olhos.
É preciso que tudo isso exista e que não seja mais do que um detalhe, só para olhos atentos, só para quem sabe vê-los. É preciso não conseguir (e sequer querer) saber de onde vem aquela imperfeição, que se note sem que se veja. Ou então é preciso que esteja à vista, que te chame a atenção mas que não ofusque a beleza dela. Aliás, é preciso até que potencialize a sua beleza, tornando-a perfeita através de suas imperfeições.

Nós as notamos pela sua beleza, mas nos apaixonamos pelas suas pequenas e perfeitas imperfeições.